Menina de 9 anos cai de escalada de 5 metros no Rio
Criança não estava presa à corda de segurança ao subir a parede de escalada em parque no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
Uma menina de 9 anos sofreu uma queda de aproximadamente 5 metros de altura ao subir uma parede de escalada durante uma festa infantil em um parque no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no domingo (25) e resultou em fratura no punho e rompimento de ligamentos na coluna cervical da criança.
Imagens registradas no momento da queda mostram que a menina não estava presa à corda de segurança enquanto escalava. A criança está com o pescoço imobilizado e os médicos avaliam a necessidade de cirurgia, conforme informou a família.
A menina, ao dar sua versão, relatou que não teve a corda fixada antes de subir a parede de escalada. Ela também explicou que, ao ceder seu lugar para uma amiga, acabou mudando para outra parede, mas não comunicou o responsável do parque sobre essa alteração.
O pai da criança, Eduardo Silva Villela, apontou uma falha nos procedimentos de segurança do local, ressaltando dúvidas quanto à presença de supervisão adequada durante o uso do brinquedo.
Jean Compozelli, advogado e proprietário do parque, reconheceu que a menina usava o equipamento de segurança chamado boldri, entretanto, não estava fixada à fita que garante a segurança durante a escalada. Ele afirmou que o parque possui protocolos de segurança consolidados e disse que está reforçando essas medidas para evitar novos acidentes.
O Corpo de Bombeiros do Rio orienta que brinquedos com mais de 1,5 metro de altura tenham equipamentos adequados, como sistema de âncora monitorada por um profissional ou dispositivos de autossegurança. Deve haver monitoramento constante das atrações, cuidados na colocação dos equipamentos de proteção e checagem do estado dos materiais, que não podem estar danificados ou enferrujados.
Como a legislação brasileira não estabelece quem deve fiscalizar a segurança desses equipamentos, o Corpo de Bombeiros recomenda que os pais ou responsáveis fiscalizem visualmente a presença de monitores e a condição dos equipamentos antes de permitir que as crianças utilizem esses brinquedos.
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