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Moïse, refugiado do Congo, é morto a pauladas no Rio

Condenados por homicídio triplamente qualificado, três homens espancaram Moïse Kabagambe em quiosque na Barra da Tijuca.

Martelo da Justiça.
Martelo da Justiça. — Foto: Reprodução

Moïse Kabagambe, congolês refugiado no Brasil desde 2014, foi brutalmente assassinado em janeiro de 2022 na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Aos 24 anos, ele trabalhava como diarista em um quiosque e foi atacado após cobrar o pagamento de duas diárias atrasadas de trabalho.

Na noite de 24 de janeiro de 2022, câmeras de segurança registraram o espancamento que durou cerca de 12 minutos, com pelo menos 30 golpes de pau desferidos contra Moïse. Os agressores alegaram que ele estava perturbando o local e alcoolizado, mas essa versão foi contestada pela família da vítima, que afirma que Moïse estava apenas buscando seu dinheiro.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi traumatismo do tórax com contusão pulmonar, além de broncoaspiração de sangue. Após o crime, três homens foram julgados e condenados por homicídio triplamente qualificado, considerando os motivos torpe, meio cruel e ausência de chance de defesa para a vítima.

Desde então, a família de Moïse administra um quiosque no Parque de Madureira, espaço entregue como homenagem à memória do jovem. O local agora funciona como polo cultural de culinária congolesa e mantém viva a trajetória do congolês que buscava sobrevivência e justiça longe de sua terra natal, onde fugiu dos conflitos na República Democrática do Congo.

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