Chefe de quadrilha preso por roubo em casas de luxo no RJ
Cristian Félix Silva Farias foi detido suspeito de liderar grupo que agia em imóveis de alto padrão na Região Metropolitana do Rio.
A Polícia Civil anunciou a prisão de Cristian Félix Silva Farias, de 26 anos, apontado como líder de uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Cristian foi detido no bairro Maria Paula, em São Gonçalo, enquanto almoçava. Ele é suspeito de comandar o grupo que, em fevereiro de 2026, realizou um assalto na casa de um vereador localizado em Pendotiba, na Região Oceânica da cidade. Por questões de segurança, o nome do político não foi divulgado.
Investigação aponta ligação do suspeito com residência assaltada
As investigações revelaram que o suspeito havia trabalhado como ajudante de pintor na casa do vereador aproximadamente dois meses antes do assalto. As autoridades acreditam que essa proximidade permitiu ao grupo conhecer detalhes sobre o imóvel e a rotina dos moradores, facilitando a ação criminosa.
Durante o assalto, moradores foram rendidos e amarrados enquanto os criminosos recolhiam objetos de valor, como telefones celulares e joias. Eles também obrigaram as vítimas a realizar transferências via Pix para contas dos comparsas.
Na fuga, o grupo rendeu e roubou a arma e o celular do vigilante do condomínio, além de utilizar um carro da família para escapar. Posteriormente, os veículos e celulares foram recuperados pela polícia.
Outros crimes e dinâmica da quadrilha
Além do caso envolvendo o vereador, as investigações associam o grupo a outros roubos e extorsões, como o sequestro de um comerciante no bairro Sapê, em Niterói, onde R$ 5 mil foram roubados.
Segundo o delegado Luiz Henrique Marques, Cristian tem antecedentes criminais por organização criminosa e já havia sido preso em 2018 pelo mesmo tipo de crime. A quadrilha é acusada de agir com planejamento, divisão de tarefas, uso de veículos clonados, balaclavas e bloqueadores de sinais para dificultar a identificação.
A polícia continua as investigações para identificar e prender outros membros do grupo, além de mapear o envolvimento em outros casos de roubos a residências e extorsões mediante sequestro.
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