Pacientes tentam reaver valores após interdição de clínica
Clínica Celita Toledo foi alvo de operação após denúncias de mortes e uso de medicamentos vencidos.
A clínica Celita Toledo, localizada em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, teve seu centro cirúrgico interditado após uma operação policial realizada no dia 21 de outubro, motivada por denúncias envolvendo três mortes no local. Desde então, a Polícia Civil recebeu mais de 40 reclamações relacionadas à clínica, conforme informações da Delegacia do Consumidor (Decon).
Pacientes que realizaram procedimentos no estabelecimento relatam complicações pós-cirúrgicas, além de relatos de cirurgias canceladas e dificuldades para reaver o dinheiro pago antecipadamente pelos tratamentos. Em uma das queixas, uma paciente afirmou estar emocionalmente abalada e insegura para realizar a cirurgia com uma equipe sob investigação, destacando que seu principal desejo é recuperar os valores investidos.
Casos de complicações e internações
Uma família relatou que a jovem Anna Clara dos Santos Lima passou por uma cirurgia na clínica e sofreu hemorragia após receber alta, precisando ser internada no Hospital Municipal Ernesto Che Guevara, em Maricá, onde permanece em recuperação e deve passar por transfusão de sangue.
Além disso, outra paciente revelou precisar passar por cirurgia reparadora devido a problemas decorrentes do procedimento inicial realizado na clínica Celita Toledo, relatando gastar cerca de R$ 38 mil para correção do erro.
Dificuldades para reembolso
Pacientes que tiveram cirurgia cancelada após a interdição do centro cirúrgico enfrentam desafios para receber o reembolso. Uma delas pagou R$ 7 mil e desistiu do procedimento, mas a clínica alega cobrar 20% do valor mesmo com o cancelamento. Outra relatou pagamento de R$ 14 mil por uma mastopexia com prótese, que não foi realizada devido à interdição.
Irregularidades encontradas
Durante a operação policial, foram encontrados medicamentos vencidos na clínica, reforçando as denúncias recebidas. A Polícia Civil investiga os casos e estuda possíveis responsabilidades. Até o momento, a clínica não se manifestou oficialmente sobre a situação.
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