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Vitória democrata em 2026 deve limitar política externa de Trump, dizem brasileiros

Integrantes do governo Lula preveem dificuldades para Trump manter tarifas e a Doutrina Monroe após vitória democrata nos EUA.

A vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos em 2026 deve dificultar a continuidade da atual política externa do presidente Donald Trump, avaliam integrantes do governo brasileiro. Após a conquista da maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, o opositor Partido Democrata poderá abrir diversas frentes de investigação sobre as ações da administração republicana nos dois primeiros anos do mandato.

Essa situação tende a forçar a Casa Branca a adotar uma postura mais cautelosa, especialmente na política tarifária e na implementação da chamada Doutrina Monroe, que considera o hemisfério ocidental, incluindo a América Latina, como zona de interesse dos EUA.

Após captura pelo governo americano, Nicolás Maduro responde a acusações de narcotráfico em Nova York, que ele nega e que podem levá-lo à prisão perpétua
Após captura pelo governo americano, Nicolás Maduro responde a acusações de narcotráfico em Nova York, que ele nega e que podem levá-lo à prisão perpétua — Foto: Getty Images

Interlocutores do governo brasileiro destacam ainda que, nas campanhas, muitos democratas defenderam a investigação das operações dos EUA na América Latina, como a captura de Nicolás Maduro e ações contra Caracas, o que pode limitar iniciativas unilaterais que afetem a soberania dos países da região.

Leia também: Votação nos EUA transcorre tranquila apesar de temores de interferência

Outro ponto de atenção é a expectativa de avanço na regulamentação das 'big techs', que conta com apoio majoritário do Partido Democrata e de parte dos republicanos. Essa pauta interessa ao governo Lula, que enfrenta resistência para implementar regras similares no Congresso nacional.

Analistas do governo acreditam que Trump pode intensificar o discurso interno contra minorias, incluindo imigrantes, muçulmanos e a comunidade LGBTQIA+, reduzindo sua atuação em temas relacionados a adversários externos como Irã e Cuba.

Embora o Brasil não se manifeste oficialmente sobre o resultado das eleições norte-americanas, a diplomacia brasileira seguirá com pragmatismo diante da crise bilateral em curso. Nos próximos dias, o governo acompanhará as reações da administração Trump para ajustar sua estratégia nas relações com os EUA, especialmente em meio a disputas sobre tarifas, suspeitas de apoio americano a políticos brasileiros e restrições a diplomatas.

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