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PL decide até quarta se apoia Motta ou lança nome para presidência da Câmara

Com Rogério Marinho na disputa pelo Senado, PL debate apoiar Hugo Motta ou ter candidato à presidência da Câmara.

Rogério Marinho coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026
Rogério Marinho coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026 — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Partido Liberal (PL) enfrenta um impasse interno sobre lançar ou não um candidato próprio à presidência da Câmara dos Deputados, após anunciar Rogério Marinho (RN) como seu nome para a disputa ao Senado. A decisão ainda será tomada na próxima quarta-feira (11), quando a bancada do PL se reunirá para definir o posicionamento sobre a disputa na Câmara.

Uma ala da sigla defende apoiar a reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para garantir participação privilegiada na escolha das comissões mais importantes da Casa. Segundo essa vertente, a ausência de aliança pode isolar o PL, retirando seu direito à prioridade na seleção dos colegiados.

Atualmente, Motta já tem o apoio de 15 partidos, que juntos formam o maior bloco da Câmara. Técnicos da Casa estimam que, sem integrar esse bloco, o PL teria apenas a 16ª escolha para presidir comissões, um posicionamento considerado pouco expressivo.

Leia também: Senador Rogério Marinho do PL disputa presidência do Senado em 2027

Do outro lado, uma parcela, especialmente de deputados mais jovens e alinhados à independência política, defende lançar candidatura própria para comando da Câmara, evitando associação direta ao bloco liderado por Motta e ao Partido dos Trabalhadores (PT). Essa ala critica a proximidade com o PT depois que Motta declarou publicamente apoio à reeleição do presidente Lula (PT).

Essa corrente entende que, embora as comissões contribuam para o processo legislativo, sua influência diminuiu nos últimos anos, pois a Câmara tem aprovado urgentemente propostas no plenário, contornando os colegiados. Além disso, os recursos oriundos das comissões dependem das negociações com o governo federal, o que geraria menos autonomia para deputados do PL.

Após reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou-se publicamente a favor da candidatura própria, indicando os nomes de Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para a disputa.

O Partido dos Trabalhadores, que já declarou apoio formal a Hugo Motta, tem atuado para isolar o PL do bloco majoritário da Câmara. Alguns parlamentares petistas afirmam que a permanência no bloco depende do isolamento do PL.

Até o momento, o partido aguarda a decisão interna que deve definir se buscará a negociação com Motta ou apostará em candidatura própria à presidência da Câmara para o biênio 2027-2028.

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