Urnas no exterior para o segundo turno das eleições 2026 são
TRE do Distrito Federal gerencia logística das urnas no exterior, que ficam no local entre o primeiro e segundo turnos, com suporte técnico virtual.
Nas eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) coordena a preparação das urnas eletrônicas usadas pelos brasileiros que votam no exterior, especialmente para o segundo turno da votação presidencial. Diferentemente do que ocorre no Brasil, as urnas destinadas ao exterior não retornam ao país após o primeiro turno para receber os dados do segundo; elas permanecem no local até a conclusão do pleito.
Para viabilizar essa operação, o TRE-DF envia às representações diplomáticas brasileiras dois arquivos de mídia, semelhantes a pen drives, que contém as informações dos candidatos para cada turno. Antes da distribuição global, as urnas passam por uma capacitação remota dedicada aos servidores do Ministério das Relações Exteriores, responsáveis por carregar os arquivos e testar os equipamentos, assegurando o funcionamento de todos os seus componentes, como telas e teclados.
O secretário de Tecnologia do TRE-DF, Andrey Bernardes, destaca que a preparação antecipada inclui ainda a entrega de urnas reservas, chamadas de contingência, que podem ser utilizadas caso haja falhas nos dispositivos principais. Nas eleições de 2026, 15 urnas reserva foram enviadas para o exterior, para cobrir 29 equipamentos que apresentaram problemas no primeiro turno. A logística para o transporte e manuseio dos equipamentos é complexa, dada a necessidade de atravessar múltiplos aeroportos e longos períodos de viagem, o que pode acarretar danos ao hardware.
Desde a introdução das votações no exterior em 2006, o eleitorado fora do Brasil cresceu de 86 mil para cerca de 919 mil em 2026. Entretanto, a participação sofreu queda, com abstenção de 62,69% no primeiro turno, um número superior ao registrado em 2022. A distância entre os locais de residência dos eleitores e os pontos de votação é uma das principais causas dessa baixa adesão, já que o voto no exterior é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos, mas justificado pela distância.
Vale ressaltar que o voto fora do país é exclusivo para presidente da República em ambos os turnos, motivo pelo qual urnas eletrônicas não são enviadas para eleições municipais, como ocorreu em 2024. O TRE-DF segue prestando suporte virtual constante, em articulação com embaixadas e consulados, para garantir a integridade e a atualização das urnas durante todo o período eleitoral no exterior.
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