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TSE mantém disputa judicial entre Lula e Flávio após eleição

Tribunal Superior Eleitoral terá prioridade nas ações que pedem cassação das chapas presidenciais após o pleito.

A disputa judicial envolvendo as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve se estender mesmo após o resultado das eleições realizadas em 25 de outubro de 2026.

Segundo integrantes do TSE, essa batalha é considerada "sem precedentes", tendo mobilizado mais de 1.010 ações judiciais desde a pré-campanha, principalmente relacionadas a questionamentos sobre propaganda eleitoral e impulsionamento de conteúdo irregular.

Com o encerramento da campanha, o tribunal passa a priorizar a análise das Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes), que buscam a cassação das chapas presidenciais que participaram da disputa.

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Até o momento, foram protocoladas oito ações contra Flávio Bolsonaro e sete contra Lula. Ainda há pedidos pendentes de avaliação pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Essas ações têm o objetivo de resguardar a legitimidade do processo eleitoral e investigam supostas condutas que configurariam abuso de poder político, abuso econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

Para as denúncias, as campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula apresentam acusações mútuas, porém os detalhes específicos destas acusações não foram explicitados no material disponível.

Procedimento no TSE e possíveis consequências

As Aijes estão sob a competência da Corregedoria do TSE, que é presidida por um ministro do STJ. Caso as acusações sejam confirmadas e consideradas graves pelo tribunal, os envolvidos podem receber punições eleitorais que incluem a inelegibilidade por até oito anos.

Importante destacar que não é necessário comprovar que o ato ilícito tenha alterado o resultado das eleições para que haja condenação.

Não existe prazo fixo para o julgamento dessas ações. Após a admissibilidade, é aberto prazo para que os acusados apresentem defesa. Posteriormente, são previstas instruções como oitiva de testemunhas, compartilhamento de provas e requisição de documentos oficiais.

O relator pode também determinar a suspensão dos atos questionados durante o processo.

O Ministério Público Eleitoral participa ativamente dessas ações, colaborando com a apuração dos fatos.

Contexto histórico de julgamentos no TSE

Como referência, o ex-presidente Jair Bolsonaro já foi condenado pelo TSE em ações similares, inclusive com inelegibilidade decretada até 2030 por abuso de poder político e econômico, e uso indevido dos meios de comunicação.

Outro julgamento emblemático ocorreu durante a Lava Jato envolvendo a chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), que resultou na rejeição da acusação por 4 votos a 3, evitando a cassação de Temer após assumir a presidência.

Assim, a recorrência de Aijes contra presidenciáveis reforça a importância dessas investigações para a preservação da integridade da democracia brasileira.

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