Só 1 de 15 aliados de Flávio Bolsonaro reproduziu carta nas redes
Entre 15 aliados ao lado de Flávio Bolsonaro no discurso pós-eleição, apenas José Medeiros publicou a carta controversa nas redes sociais.
Após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições, uma carta divulgada pelo senador, na qual ele inicialmente se autodenominava "presidente eleito" e posteriormente alterou para "líder do Brasil", provocou reações discretas entre seus aliados. O g1 apurou que apenas José Medeiros (PL-MT), entre os 15 que estavam ao lado de Flávio no discurso da derrota, reproduziu o texto em suas redes sociais, mantendo ainda no ar a versão original.
Outros parlamentares, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Rogério Marinho (PL-RN), fizeram comentários pontuais mas não apoiaram o teor da carta. Ferreira mencionou a repercussão sobre o termo "autodeclaração" sem comentar o conteúdo e Marinho negou as alegações de fraude eleitoral presentes no documento, atribuindo o erro na carta a um possível problema na sua confecção, e reforçou não haver provas que sustentem a tese de fraude.
Além disso, outros aliados presentes no discurso, incluindo vice na chapa presidencial Alfredo Gaspar (PL), ex-presidente da Caixa Daniella Marques, deputada federal Bia Kicis, senadores eleitos Guilherme Derrite (PL-SP) e Deltan Dallagnol, deputados eleitos e governadores eleitos como Luciano Zucco (RS) e Douglas Ruas (RJ), ainda não se manifestaram sobre a carta nas redes sociais.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também expressou publicamente seu descontentamento com a carta, apesar de não estar junto de Flávio no momento do discurso.
Reações da oposição
Do lado do presidente Lula (PT), o discurso após a vitória levou aliados a ironizar a carta de Flávio. Deputados eleitos e senadores utilizaram as redes sociais para fazer críticas e piadas em relação à autoproclamação de Flávio como "presidente eleito". Destacam-se declarações que associaram a manobra do senador à já conhecida tentativa de Juan Guaidó na Venezuela, e críticas pontuais chamando atenção para o tom golpista do documento.
A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e o presidente do PT, Edinho Silva, ressaltaram a importância de reafirmar a legitimidade das eleições e criticaram a carta, enfatizando que Lula foi reeleito pelas urnas e não haverá normalização do golpismo. Entre outros nomes, alguns ainda não se manifestaram publicamente.
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