Senado prevê ajuste maior por medidas da campanha de Lula
A IFI alerta que propostas de Lula durante a campanha somam R$ 40 bilhões em desequilíbrio fiscal para 2027.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, divulgou nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, avaliação sobre o impacto das medidas anunciadas durante a campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas contas públicas brasileiras.
Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) referente ao mês de outubro, as medidas propostas pelo presidente eleito agravaram o quadro fiscal, já considerado delicado, aumentando o desequilíbrio no orçamento para o ano de 2027.
Impacto financeiro das medidas de campanha
A análise da IFI indica que somente o reajuste do programa Bolsa Família, a perda de arrecadação decorrente da desoneração das Bases de Cálculo das Contribuições sobre Bens e Serviços (Bets) e o pacote de medidas relativas aos Microempreendedores Individuais (MEIs) representam um impacto negativo de cerca de R$ 40 bilhões no orçamento do próximo ano.
Adicionalmente, a campanha de Lula contemplou propostas como a ampliação do programa "Pé de Meia" para o ensino superior e a isenção de tarifas no transporte coletivo durante fins de semana, a ser implementada por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
Recomendações e avaliação do mercado
A IFI destaca que, em virtude desse cenário, será indispensável um ajuste fiscal mais robusto do que o inicialmente previsto para evitar uma deterioração ainda maior da economia do país. O órgão recorda que o anúncio rápido de um plano fiscal consistente e em que se defina claramente quem liderará o Ministério da Fazenda poderá tranquilizar os agentes econômicos e investidores, ajudando a estabilizar as expectativas do mercado.




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