EUA solicitam a Flávio remoção de trecho sobre presidência
Governo americano solicitou mudança em carta de Flávio Bolsonaro para evitar interpretação diplomática equivocada.
O governo dos Estados Unidos solicitou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2026, que retirasse da carta divulgada por ele os trechos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito”.
Segundo assessores do Departamento de Estado americano, a expressão poderia sugerir que o governo dos EUA reconhecia Flávio Bolsonaro nessa condição, o que geraria complicações para as relações diplomáticas oficiais entre Brasil e Estados Unidos.
Essa informação foi inicialmente divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e posteriormente confirmada por diplomatas que acompanharam o episódio na última quarta-feira (28).
Alteração após intervenção do governo Trump
Aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram que a modificação na carta representou apenas um ajuste no texto inicial. No entanto, diplomatas consultados indicaram que a mudança ocorreu após posicionamento do governo do presidente Donald Trump.
Trump autorizou a entrada do senador no país e concedeu visto humanitário para ele e sua família, mas destacou que aceitar a autodeclaração como presidente eleito poderia ser interpretado como um rompimento diplomático com o governo brasileiro, o que não condiz com a postura oficial dos EUA.
Apesar das críticas feitas por Trump ao processo eleitoral brasileiro e às suspeitas levantadas por Flávio Bolsonaro, o presidente norte-americano tem elogiado o presidente Lula, atual governante do Brasil, demonstrando respeito pela relação bilateral.
Carta inicial e versão revisada
Na primeira versão do documento divulgado por Flávio Bolsonaro, ele se apresentava como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, além de rejeitar o resultado do segundo turno e alegar, sem apresentar provas, fraude no pleito.
Pouco depois, essa postagem foi apagada e substituída por uma nova versão onde as expressões “presidente eleito” e “verdadeiro presidente” foram trocadas por “líder do Brasil” e “líder”.
Na carta revisada, Flávio Bolsonaro agradeceu a Donald Trump e a Javier Milei, e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e “em segurança”.




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