Pular para o conteúdo

Parlamentares dos EUA questionam Mark Zuckerberg sobre ações

Grupo de congressistas americanos exige respostas do CEO da Meta sobre tratamento desigual a campanhas brasileiras na plataforma.

Um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, para cobrar explicações acerca de denúncias de tratamento desigual às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas plataformas do conglomerado durante as eleições brasileiras de 2026.

A carta ressalta que, em um processo eleitoral democrático, as grandes empresas de tecnologia devem assegurar tratamento igualitário na distribuição e recomendação de conteúdos relacionados aos candidatos. Os parlamentares expressam preocupação com relatos confiáveis de que as plataformas da Meta estariam restringindo conteúdo da campanha de Lula, enquanto ampliariam o alcance do material ligado à candidatura de Bolsonaro, criando um ambiente digital desigual.

Denúncias recentes indicaram que a inteligência artificial do WhatsApp recusava pedidos para gerar imagens associadas à campanha de Lula, mas aceitaria solicitações equivalentes relacionadas a Flávio Bolsonaro. Este episódio levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro a cobrar esclarecimentos da Meta, que informou ter cumprido as determinações do TSE e implementado medidas para garantir tratamento isonômico entre os candidatos, incluindo sistema de revisão humana das restrições aplicadas às contas de anúncios.

A carta enviada aos EUA também cita episódios específicos, como a desativação da conta de anúncios de Lula no Facebook em 23 de setembro, que ocorreu 11 dias antes do primeiro turno, além de restrições que impediram a campanha petista de impulsionar publicações no Instagram por quase 24 horas em outubro, segundo sua avaliação, prejudicando a visibilidade da campanha para cerca de 1,3 milhão de pessoas.

Os congressistas requisitam agendamento de reunião com a Meta para o dia 23 de outubro e a entrega de respostas escritas até 4 de novembro. Entre as questões levantadas estão as políticas que orientam a moderação de conteúdo durante eleições no exterior, eventuais contatos da Meta com integrantes do governo Donald Trump referentes ao Judiciário brasileiro ou à regulação das plataformas, além do reconhecimento e a correção de eventuais diferenças de tratamento entre as campanhas.

Além disso, desejam detalhes sobre o sistema de revisão humana que analisa restrições automatizadas em até duas horas, e questionam se a Meta permitirá acesso de auditores independentes a dados internos de moderação e distribuição de conteúdo político para verificar a isonomia no processo eleitoral brasileiro.

📰 Veja também