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Lula é reeleito e derrota Trump abre caminho para pacificação no Brasil

Reeleição de Lula e perda da maioria republicana nos EUA enfraquecem direita regional e criam chance para o presidente brasileiro buscar união.

Lula na avenida Paulista.
Lula na avenida Paulista. — Foto: Reprodução/X

A derrota política de Donald Trump nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, somada à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil, enfraquece a direita nas Américas e gera uma oportunidade para a pacificação no Brasil. Esta avaliação foi compartilhada por assessores e interlocutores do presidente Lula.

Nas eleições americanas desta terça-feira (3), os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, retirando dos republicanos o domínio das duas Casas do Congresso. Ao todo, os democratas asseguraram 54 das 100 cadeiras do Senado e 228 das 435 cadeiras da Câmara.

No Brasil, Lula obteve a reeleição no segundo turno, em 25 de outubro, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de seu adversário. Esta vitória contribui para a percepção de que uma tentativa de hegemonia da direita na região se torna mais difícil.

Além disso, interlocutores de Lula destacam que governos de direita eleitos recentemente na América do Sul, como os do presidente argentino Javier Milei e do chileno José Antonio Kast, enfrentam dificuldades internas, limitando sua capacidade de articulação regional.

Oportunidade para a pacificação no Brasil

O novo cenário abre espaço para que Lula, em seu quarto mandato, avance em uma agenda de pacificação e reunificação política no país. Segundo seus assessores, isso pode levar a um maior isolamento dos setores mais radicais da direita, reduzindo a força política do bolsonarismo, algo que não foi plenamente alcançado no terceiro mandato.

A conjuntura internacional e regional, portanto, modifica a dinâmica de poder nas Américas e pode contribuir para estabilizar o ambiente político interno do Brasil.

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