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Lula critica Meta e defende regulamentação das redes sociais

Presidente afirma que Meta precisa se reinventar e alerta para riscos de algorítmos dominarem a sociedade; defende regulamentação digital com responsabilidade.

Em meio à campanha eleitoral de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em live, que a empresa Meta, controladora das redes sociais Facebook, WhatsApp e Instagram, precisará ser reinventada e que não pode continuar “enganando a humanidade” constantemente.

Segundo Lula, a Meta já causou muitos enganos e agora deverá se adequar aos “bons costumes” e às maneiras necessárias para o convívio em sociedade saudável. Ele ressaltou que a comunidade digital deve servir para promover respeito mútuo e apoio entre as pessoas.

Durante a transmissão ao vivo com o deputado André Janones (Rede-MG), que coordena o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, o presidente também criticou a influência dos algoritmos e o surgimento de notícias falsas nas plataformas.

"Não podemos aceitar que a sociedade seja dominada pelos algoritmos ou pela mentira. Nós que acreditamos no argumento temos que batalhar e defender a verdade. Sem argumento é barbárie, mentira fácil e falta de propostas", afirmou.

Ele ainda defendeu a necessidade de uma regulamentação das redes sociais que puniam qualquer crime cometido na internet com a mesma severidade da vida real, mas sem censura, para garantir liberdade de expressão responsável. Lula citou o Estatuto da Criança e Adolescente Digital (ECA Digital) como uma das regulamentações mais avançadas do mundo nesse sentido.

O presidente comentou também que, caso seja reeleito para um quarto mandato, pretende criar uma secretaria da sociedade civil focada em discutir finanças populares, orientando pessoas com baixa renda e promovendo políticas públicas inovadoras.

Além disso, Lula indicou que seu próximo governo deverá implementar um novo modo de governar o país, mais participativo, inspirado pelo engajamento de estudantes, mulheres e trabalhadores nas ruas durante a campanha.

Contexto da disputa eleitoral e da Meta

A campanha de Lula tem acusado a Meta de prejudicar o alcance de suas publicações e favorecer a candidatura do adversário Flávio Bolsonaro (PL). A empresa nega qualquer favorecimento e afirma adotar medidas para garantir tratamento isonômico entre candidaturas. A questão também vem sendo analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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