Janones pede a presidente do TSE que reveja suspensão do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp
Defesa de André Janones solicita ao ministro Kassio Nunes Marques revisão da decisão que suspendeu temporariamente canal de mensagens no WhatsApp.
A defesa do deputado federal André Janones (Rede-MG) encaminhou ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, um pedido para que seja reavaliada a decisão que manteve a suspensão temporária do canal de mensagens “Exército do Lula” no WhatsApp.
O ministro Nunes Marques havia estabelecido prazo de 48 horas para que o canal voltasse a funcionar, conforme previsão em resolução do TSE, após o registro formal da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incluir o canal. Contudo, a defesa de Janones solicita o restabelecimento imediato da ferramenta com permissão para envio de atualizações e a entrada de novos seguidores.
Argumentos da defesa
Os advogados alegam que o canal “Exército do Lula” é uma iniciativa autônoma de apoiadores, o que, segundo eles, dispensaria a exigência de comunicação formal prévia à Justiça Eleitoral. Além disso, destacam que o canal foi devidamente formalizado e constou no registro de candidatura, cumprindo os requisitos determinados pela Corte.
A defesa também critica a suposta desigualdade de tratamento aplicada pelo TSE, ressaltando que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) mantém uma estrutura robusta de canais no WhatsApp para distribuição de propaganda eleitoral sem restrições semelhantes. Entre eles, citam o canal “Tropa do Flávio BR”, registrado pela campanha e que não precisou ficar inativo pelo prazo de 48 horas.
Outro ponto destacado é o uso de canais mantidos por deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG), que distribuem propaganda eleitoral apoiando Flávio Bolsonaro sem registro formal e sem sofrer medidas restritivas.
Próximos passos
Caso a decisão não seja revista pelo presidente do TSE, a defesa de Janones solicita o encaminhamento do caso para deliberação do plenário do Tribunal, em caráter de urgência, para que a Corte analise a situação na próxima sessão.
Além disso, os advogados acionaram o corregedor do TSE, ministro Villas Bôas Cueva, entendendo que o pedido de análise relacionado ao canal “Exército do Lula” compete a ele, e não a Nunes Marques.