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Flávio Bolsonaro promete acabar com desmatamento ilegal até

Durante debate na Globo, Flávio Bolsonaro afirmou que Forças Armadas reforçarão combate ao desmatamento e criticou gestores ambientais por atuação ideológica.

Em entrevista após o debate televisivo realizado na noite de 23 de outubro de 2026 nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, o candidato do Partido Liberal (PL) à presidência da República, Flávio Bolsonaro, falou sobre planos ambientais para um eventual mandato. O encontro marcou o último debate entre os dois candidatos no segundo turno, Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes da votação prevista para 25 de outubro.

Durante a entrevista, o senador comprometeu-se a eliminar o desmatamento ilegal até 2029, ressaltando que a questão envolve crimes mais do que apenas aspectos ambientais. Segundo ele, as Forças Armadas terão papel central na fiscalização e repressão dessas práticas. Em especial, o projeto inclui reequipar a Aeronáutica com tecnologia para realizar sobrevoos de monitoramento e acionamento das polícias para prender os responsáveis pelo desmatamento.

Ao ser questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre a continuidade da fiscalização feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Flávio Bolsonaro criticou a efetividade desses órgãos. Ele declarou que as instituições atualmente têm "muitas travas que são ideológicas" e que, se eleito, não permitirá que atuem dessa forma. Segundo ele, essas entidades devem respeitar a lei e abandonar práticas que, em sua visão, resultam na perseguição de moradores de áreas como o Pará, onde, conforme relatou, o Ibama estaria confiscando propriedades e prejudicando cidadãos que foram incentivados a ocupar regiões como Altamira e municípios ao longo da Transamazônica.

O debate na TV Globo também incluiu troca de críticas pessoais e discussão de temas variados, como salário mínimo, aposentadorias, endividamento da população, investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), saneamento básico, infraestrutura e exportações. Enquanto Flávio Bolsonaro questionou o governo de Lula e fez referência pejorativa ao apelido "nove dedos", Lula respondeu chamando seu adversário de "miliciano" e o acusando de ter agido em consonância com interesses dos Estados Unidos em momentos de imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Neste pleito, Flávio Bolsonaro tenta conquistar seu primeiro mandato presidencial, enquanto Lula busca sua reeleição para o quarto mandato. O debate e a entrevista reforçam os contrastes nas propostas dos concorrentes e oferecem elementos para a decisão do eleitorado no segundo turno.

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