Eleições para o Congresso em 2026 definirão futuro de impostos, empresas e orçamento público
Novos deputados e senadores vão deliberar sobre reforma tributária, impostos e destino de bilhões em emendas parlamentares.
A eleição para o Congresso Nacional, cujos deputados e senadores eleitos tomarão posse em fevereiro de 2027, terá impacto significativo sobre questões econômicas e fiscais do país. Entre as responsabilidades que esses parlamentares terão estão decisões sobre a transição ao novo sistema tributário, benefícios fiscais, desoneração da folha salarial e o destino das emendas parlamentares no orçamento público.
A reforma tributária, aprovada por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulada pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026, começará a operar independentemente da nova legislatura. No entanto, o Congresso terá responsabilidades importantes, como deliberar sobre vetos presidenciais em lei que altera impostos sobre diversos setores, inclusive imóveis, bebidas e futebol. Esses vetos permanecem até votação e podem ser derrubados pela próxima legislatura.
Outro ponto relevante será a definição do limite nacional do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), atualmente com teto máximo de 8%. Um projeto em análise no Senado propõe aumentar esse limite para 16%, o que poderia afetar o imposto sobre heranças e doações cobrado pelos estados.
Leia também: Abstenção de 21% nas eleições de 2026 reflete diversidade de motivos, não apenas desinteresse político
A prorrogação da desoneração da folha salarial — que reduz custos tributários para as empresas no pagamento de salários — também dependerá da decisão do Congresso, influenciando o custo do trabalho, possíveis impactos nos preços e contratações no setor privado.
Além disso, os parlamentares eleitos terão papel central no direcionamento de aproximadamente R$ 44,8 bilhões em emendas individuais e de bancada no Orçamento de 2027. Esse montante sai da parcela do orçamento destinada a despesas discricionárias do governo, como investimentos em infraestrutura, saúde e educação, exigindo balanço entre prioridades públicas.
Especialistas destacam que setores econômicos tradicionais, como agronegócio e indústria, continuarão com influência consolidada no Congresso, o que deverá manter certo equilíbrio nas negociações. Ao mesmo tempo, o próximo governo presidencial terá papel estratégico na implementação e eventuais ajustes da reforma tributária, sem poder suspender unilateralmente regras já definidas.
Negociações sobre medidas econômicas importantes, como a aprovação da Medida Provisória nº 1.394/2026 que proíbe plataformas de apostas, também acontecerão antes da posse dos novos parlamentares, envolvendo acordos entre o governo atual, partidos e lideranças que comporão a próxima legislatura.
Assim, a composição do novo Congresso e suas decisões irão influenciar diretamente questões que impactam desde impostos pagos por famílias até o funcionamento das empresas e a aplicação dos recursos públicos nos próximos anos.
📰 Veja também
PGE é contra suspender canal 'Exército do Lula'
Ministério Público Eleitoral defende que mobilização de apoiadores não configura fraude e pede investigação sobre anúncio pago direcionado ao canal.
Mãe de Ana Clara reage a Flávio no debate da Globo
Durante debate na TV Globo, Cristiane Gomes chamou Flávio Bolsonaro de mentiroso enquanto ele respondia sobre o caso da filha Ana Clara.
STF torna Oswaldo Eustáquio réu por associação criminosa
Blogueiro Oswaldo Eustáquio foi denunciado por participação em mobilizações antidemocráticas e tornou-se réu por unanimidade no STF.
329 mil eleitores votarão em Macaé, Rio das Ostras e Casimiro
Urnas eletrônicas foram distribuídas com escolta policial; transporte público gratuito será oferecido para eleitores nos três municípios.
Nunes Marques garante segurança na apuração do TSE
Cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais garantiu integridade das urnas para as eleições de 25 de outubro.