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Debate da Globo destaca políticas sociais, pedido de desculpas de

Segundo bloco do debate na Globo teve confronto sobre licença-maternidade, expressão 'nove dedos' e propostas para o SUS.

Na noite desta sexta-feira (23), o segundo bloco do debate entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela TV Globo, abordou temas centrais das eleições presidenciais de 2026, entre eles políticas sociais, dívida pública e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Logo no início do bloco, Lula questionou Flávio sobre o voto do então deputado estadual contra a ampliação da licença-maternidade para 180 dias no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu que errou na época e pediu desculpas, explicando que, atualmente, como pai de duas filhas, entende a importância dessa medida.

O presidente associou a mudança à disputa pelo voto feminino, ressaltando que o senador não havia votado quando teve oportunidade. Lula também cobrou Flávio pela utilização da expressão "bolsa-farelo" para se referir ao Bolsa Família, antiga política social brasileira.

Em seguida, a discussão ganhou tom mais acalorado com a manifestação de Lula contra a expressão "nove dedos", usada por Flávio para criticar o salário mínimo. O presidente contou ter perdido um dedo aos 17 anos durante trabalho e repudiou a fala do senador, chamando Flávio de "miliciano". Flávio pediu desculpas, afirmando não ter intenção de ofender, e rebateu incluindo uma cobrança ao presidente pelo aumento no número de moradores de rua durante o seu governo.

Flávio teve direito de resposta pelo termo "miliciano" mas optou por falar sobre a defesa da causa animal, propondo a ampliação da Lei Sansão para endurecer penas a maus-tratos contra animais silvestres. Lula usou seu direito para falar sobre os avanços e desafios do Brasil, destacando que o país levou mais de 400 anos até criar sua primeira universidade.

No debate sobre dívida pública, Flávio atribuiu os juros altos e a inflação aos gastos do governo e defendeu a independência do Banco Central como proteção contra ingerências políticas. O senador prometeu renegociar dívidas pela Caixa Econômica Federal, com suspensão de pagamentos para pessoas físicas e jurídicas por períodos determinados. Lula afirmou que essas propostas são semelhantes a iniciativas já enviadas por seu governo ao Senado e defendeu o crescimento econômico para reduzir a dívida em relação ao PIB.

Por fim, na parte dedicada ao SUS, Lula questionou como Flávio pretende melhorar o sistema diante de possíveis cortes de gastos, mencionando que o eventual ministro da Saúde apontado pelo senador, Claudio Lottenberg, já se posicionou contra o aumento de recursos. Flávio criticou as filas, a falta de medicamentos e a gestão financeira do SUS, comprometendo-se a investir no sistema e anunciar medidas como a ampliação do Instituto Nacional de Câncer e a atualização da tabela de pagamentos.

Este debate foi o último encontro oficial entre os candidatos antes da votação do segundo turno, que ocorre neste domingo (25).

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