Bolsonaro pede a Moraes visita de Valdemar em prisão
Defesa de Bolsonaro pede ao ministro Alexandre de Moraes permissão para encontro com presidente do PL durante prisão domiciliar.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, o visite durante o cumprimento da prisão domiciliar em Brasília. O pedido alegou a "necessidade de diálogo direto" entre as partes.
Esta solicitação ocorre em meio à saída do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2026, que partiu para Miami, nos Estados Unidos, acompanhado da família, contrariando decisão do STF que determinava a entrega dos seus passaportes.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em trama para golpe de Estado no país. Em julho, o ministro Moraes proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições, em resposta à divulgação de carta do ex-presidente nas redes sociais por seu filho Flávio Bolsonaro, o que contrariou medidas cautelares impostas.
Anteriores pedidos de visita de Valdemar Costa Neto foram negados por Moraes, sob o argumento de que o dirigente do PL permanece investigado na mesma trama golpista. Ainda assim, na terça-feira (27), Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) para discutir o futuro e desafios da legenda, conforme postagem oficial nas redes sociais.
As investigações no âmbito do STF continuam também contra Flávio Bolsonaro, que é suspeito, junto com seu advogado Willer Tomaz, de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro relacionado a empresas do jurista e apostas esportivas. Além disso, Flávio está formalmente investigado em um inquérito que apura possível financiamento irregular na produção do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. O caso tramita em segredo de justiça.
O resultado das eleições, que confirmou a vitória do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi atestado sem indícios de fraude pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e confirmado publicamente pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.





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