Alckmin vota em SP e condena agressões a apoiadores de Lula
Vice-presidente Geraldo Alckmin votou na Zona Oeste de São Paulo e criticou violência contra petistas antes do segundo turno.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), exerceu seu voto neste domingo (25), no Colégio Santo Américo, localizado no Jardim Colombo, na Zona Oeste de São Paulo. Ele estava acompanhado de figuras políticas importantes como os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a deputada federal Tabata Amaral (PSB) e o presidente do PSDB, José Aníbal.
Após votar, Alckmin se posicionou contra os recentes episódios de violência direcionados a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No sábado (24), a vereadora do PT, Iara Pimentel, sofreu agressão durante uma carreata em Montes Claros (MG). Os agressores usavam roupas amarelas e carregavam símbolos associados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Também no último sábado, o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha foi vítima de espancamento após se afastar de um ato político em Santos, no litoral paulista.
Em entrevista, o vice-presidente demonstrou confiança no resultado do segundo turno e destacou o crescimento da mobilização popular, tanto nas ruas quanto nas redes sociais. "Vamos muito confiantes, animadíssimos com esse segundo turno. Cresceram as redes, cresceram as ruas, e nós vamos garantir a democracia, que é onde o povo é ouvido", declarou Alckmin.
Ele ressaltou a importância da manifestação que ocorreu no sábado na Avenida Paulista, enfatizando a participação expressiva da população e classificando o evento como um marco na sua trajetória política no estado de São Paulo.
Ao analisar o contexto político atual, Alckmin comparou a polarização da eleição com o movimento das Diretas Já, na década de 1980, ressaltando o papel democrático de mobilização popular por todo o Brasil, incluindo cidades do interior e capitais.
O vice-presidente também lembrou que o domingo é o Dia Nacional da Juventude e parabenizou a participação dos jovens nos movimentos políticos recentes.
Ele finalizou destacando a importância da democracia para permitir que as vozes do povo sejam ouvidas, contrapondo-a às ditaduras, onde, segundo ele, o poder fica restrito a uma elite. "A democracia ouve o povo, dialoga, e quem ouve mais erra menos. Para onde a gente olhar, a gente vê que o Brasil avançou: cresceu a renda, o emprego, a economia, a educação, a saúde, o cuidado com o meio ambiente", concluiu o vice-presidente.
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