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Agronegócio lidera doações para Lula e Flávio Bolsonaro na

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro têm maiores doadores ligados ao agronegócio, setor que responde por 25% do PIB brasileiro.

Dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que empresários ligados ao agronegócio são os maiores doadores individuais das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a eleição presidencial de 2026. Essa informação reflete a importância econômica do setor, que responde por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e reúne demandas que abrangem produção rural, indústria e exportação.

No ranking parcial de doadores da campanha de Lula está Erasmo Carlos Battistella, CEO da produtora de biodiesel Be8 e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo federal, que contribuiu com R$ 500 mil. Já a campanha de Flávio Bolsonaro tem no topo Eloi Vitório Marchett, empresário ligado ao setor de soja, que doou R$ 2 milhões até o momento.

Propostas dos candidatos para o agronegócio

O plano de governo de Lula prioriza o fortalecimento do crédito rural por meio do Plano Safra, políticas de crédito para pequenos produtores, expansão da agricultura familiar e simplificação do acesso ao crédito com digitalização dos serviços. Outros pontos incluem ampliação do seguro rural, criação de programa nacional de resiliência climática, modernização da agricultura sustentável com apoio da Embrapa, produção de fertilizantes e biocombustíveis, além do estímulo à exportação com abertura de mercados internacionais. Para o setor familiar, ele propõe reforma agrária, incentivo à agroecologia e apoio à pesca artesanal.

Flávio Bolsonaro foca em ampliar a conectividade em áreas rurais, simplificar autorizações para irrigação, acelerar regularização fundiária, fortalecer seguro rural e ampliar armazenamento de safra. Sua proposta inclui fomentar a produção nacional de fertilizantes à base de potássio e fosfato e transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, com financiamento para biogás, incentivo à biomassa no Plano Safra e ampliação do programa RenovaBio para o exterior.

Demandas do setor e entidades ligadas

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca como essencial o controle dos gastos públicos para redução dos juros, fator que impacta o endividamento rural. A falta de mão de obra no campo, apontada por 44,5% dos produtores, também está entre as principais preocupações.

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) apresentou uma carta com uma agenda estratégica que inclui política nacional de financiamento, seguro rural e resiliência climática, política industrial para fortalecer cadeias produtivas, governança coordenando investimentos públicos e privados, valorização da agroindústria e defesa comercial para abertura de mercados.

Ambas as entidades enfatizam a necessidade de políticas de Estado que estimulem investimentos privados, acelerem a transição tecnológica e aprimorem comunicação baseada em evidências científico-técnicas para combater a desinformação sobre o setor.

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