Irã rejeita proposta do Catar para encerrar guerra com EUA e Israel
Teerã considera inaceitáveis as ideias apresentadas pelo Catar na mais recente mediação para a resolução do conflito.
O Irã rejeitou as ideias apresentadas na mais recente proposta mediada pelo Catar para pôr fim à guerra que envolve os Estados Unidos e Israel, segundo declaração de uma alta autoridade iraniana nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026.
De acordo com uma fonte envolvida nas negociações, mas não ligada ao Irã, o Catar apresentou no domingo um novo plano que define um cronograma de sete dias para medidas de construção de confiança, visando resolver as preocupações tanto de Teerã quanto de Washington. O acordo previa envolvimento de vários países como garantidores e um início do processo já na próxima semana.
No entanto, a autoridade iraniana classificou a proposta como contendo apenas "ideias inaceitáveis" e ressaltou que a posição de Teerã permanece firme, especialmente no que se refere à política nuclear. O governo iraniano mantém que seu programa nuclear é pacífico, ao contrário das preocupações dos países ocidentais, e não demonstra flexibilidade quanto ao assunto.
O ponto de divergência maior está no momento e nas condições para negociações. Enquanto Washington cobra que o programa nuclear iraniano seja negociado desde o início para cessar hostilidades, o Irã exige a retirada prévia do bloqueio dos Estados Unidos aos seus portos e o fim das sanções de exportação de petróleo como condições essenciais para qualquer discussão.
Em outra tentativa recente de diplomacia, no final de setembro, o Irã havia apresentado uma proposta similar de sete dias que incluía a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz condicionado a certas medidas. Contudo, o presidente americano Donald Trump rejeitou essa oferta, impulsionando a subsequente mediação liderada pelo Catar.
Até o momento, os detalhes específicos da nova proposta do Catar não foram divulgados publicamente, mas já se sabe que seu formato difere da anterior apresentada por Teerã. Os mediadores catarianos coordenaram a proposta com Washington antes da apresentação em Teerã.




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