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Eleições em Israel afetam Trump, Irã e futuro palestino

Votação em Israel pode intensificar conflito com Irã e influenciar política de assentamentos na Cisjordânia e Gaza.

Presidente Donald Trump
Donald Trump. Foto: Divulgação / White House

Os israelenses escolheram seus representantes nesta terça-feira (27), em um pleito que carrega peso estratégico para diversas fronteiras e aliados internacionais. Estados Unidos, Irã, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza são áreas impactadas diretamente pelas decisões e rumos que a nova composição política israelense poderá tomar.

O presidente americano Donald Trump manifestou seu apoio público a Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro de Israel. Trump destacou Netanyahu como um "grande primeiro-ministro guerreiro e um parceiro ainda maior pela paz" e pediu voto para sua reeleição, associando esse resultado à continuidade do enfrentamento militar contra o Irã. Esse cenário decorre do conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026, quando ataques conjuntos realizados por EUA e Israel resultaram na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Por outro lado, o principal adversário de Netanyahu, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, evitou se posicionar contra o presidente americano, chamando Trump de amigo de Israel e ressaltando a importância da cooperação com qualquer governo eleito, mas sem aceitar interferência externa na eleição, reforçando que a decisão é dos cidadãos israelenses.

Leia também: Gadi Eisenkot desafia Netanyahu nas eleições em Israel

Impactos na política dos territórios palestinos

A questão do Estado palestino permanece sensível, com ambos os candidatos rejeitando abertamente discutir sua criação. Eisenkot declarou oposição à proposta, enquanto em relação à Cisjordânia e à Faixa de Gaza, há divergências estratégicas entre os candidatos.

Uma vitória de Netanyahu fortalece a influência de ministros que apoiam a expansão dos assentamentos, como Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, sobretudo em áreas contestadas internacionalmente. Em contraste, Eisenkot apoia a existência dos assentamentos, mas defende que devem respeitar a legislação israelense, propondo proibir construções não autorizadas, postura que cria uma diferença na abordagem prática do tema.

Além disso, o resultado da eleição tem reverberação na Jordânia e no Egito, países que se posicionaram contrários a políticas que possam forçar o deslocamento de palestinos para seus territórios, indicando preocupação regional acerca das consequências das decisões israelenses.

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