Gadi Eisenkot desafia Netanyahu nas eleições em Israel
Ex-chefe militar, Eisenkot disputa liderança com Netanyahu nas eleições legislativas israelenses.
Gadi Eisenkot, de 66 anos, ex-chefe das Forças Armadas de Israel, é o principal concorrente do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas do país, marcadas para terça-feira (27). Como líder do partido Yashar, Eisenkot promete reunir um país politicamente dividido e reforçar a transparência e as instituições.
Com uma carreira militar sólida, iniciada na Brigada Golani e culminando como 21º chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, cargo que assumiu em 2015 por indicação de Netanyahu, Eisenkot migrou para a política em 2022. Ele foi eleito deputado pelo Knesset integrando a aliança liderada por Benny Gantz.
Após o ataque do Hamas em outubro de 2023 e o início da guerra em Gaza, Eisenkot entrou no governo de Netanyahu para contribuir com a unidade nacional, participando do gabinete de guerra como ministro sem pasta. Naquele período, enfrentou uma perda pessoal ao saber da morte do filho, reservista no conflito.
Em junho de 2024, Eisenkot deixou o governo acusando Netanyahu de sabotar negociações para a libertação de reféns em Gaza, alegando pressão de aliados da extrema direita. Em 2025, fundou o partido Yashar com propostas que incluem a revogação da reforma judicial atual, investigação dos ataques de 2023 e o fim da isenção do serviço militar para judeus ultraortodoxos.
Nas questões de segurança, mantém posições próximas às do governo atual, rejeitando a criação de um Estado palestino e prometendo derrotar o Hamas em até 18 meses. Além disso, apoia a expansão dos assentamentos na Cisjordânia, ao mesmo tempo em que se compromete a combater a impunidade em ataques de colonos contra civis palestinos.
Eisenkot também propõe romper com o modelo de governança que mantém Netanyahu no poder há três décadas, buscando assim atrair eleitores frustrados com a polarização política. Caso eleito, será o primeiro chefe de governo sefardita em Israel, representando judeus oriundos do Norte da África e Oriente Médio.
Segundo pesquisa divulgada pelo i24NEWS e Direct Polls, o bloco de Netanyahu obteria 59 cadeiras no Knesset, insuficiente para maioria, enquanto a aliança liderada por Eisenkot teria 47 cadeiras, precisando formar coalizão para governar.
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