Eleições e Fed agitam mercados na última semana de outubro
Mercados financeiros reagem após eleição presidencial no Brasil e aguardam decisão do Fed na próxima quarta-feira.
A última semana de outubro, de 26 a 30, será marcada pela repercussão da eleição presidencial brasileira realizada no domingo (25), que confirmou o novo presidente com mandato a partir de janeiro de 2027. O resultado deve influenciar os mercados ao longo de toda a semana, com movimentações expressivas previstas para a bolsa de valores, dólar e taxas de juros.
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Paralelamente, a temporada de balanços do terceiro trimestre de 2026 acelera, com destaque para o lançamento dos resultados da Vale (VALE3), previsto para quinta-feira (29). A agenda econômica doméstica também estará intensa, com vários indicadores importantes programados. Na segunda-feira (26), o Tesouro Nacional divulga o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal; a Fundação Getulio Vargas (FGV) apresenta a Sondagem do Consumidor; o Banco Central (BCB) publica o Relatório Focus e uma nota à imprensa com informações sobre o setor externo, incluindo saldo de US$ 5 bilhões. Ainda no dia, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulga dados semanais da balança comercial.
Na terça-feira (27), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) publica o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) semanal e a FGV divulga índices relacionados à construção civil. Na quarta-feira (28), dia da decisão do Federal Reserve (Fed) norte-americano, prevista para as 15h (horário de Brasília), haverá também divulgação da Sondagem da Indústria pela FGV e dos dados semanais do fluxo cambial pelo Banco Central.
O Fed deve anunciar a manutenção da taxa básica de juros entre 3,75% e 4%. Contudo, analistas da XP Investimentos indicam praticamente nenhuma chance de alta de juros em outubro, mas cerca de 70% de probabilidade de aumento na reunião de dezembro.
A quinta-feira (29) será um dia particularmente carregado na agenda brasileira, com a divulgação do resultado primário do Governo Central, que aponta para um déficit de R$ 5,5 bilhões, e os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indicam expectativa de geração de 150 mil empregos formais em setembro. Além disso, a FGV divulga o Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M) com variação mensal prevista de 1,25% e as sondagens do comércio e serviços. O Banco Central também publicará nota à imprensa sobre política monetária e operações de crédito do mês de setembro.
No encerramento da semana, sexta-feira (30), serão divulgados o Indicador de Incerteza da Economia pela FGV, as Estatísticas Fiscais do Banco Central, e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, que deve indicar taxa de desemprego de 5,2%. Também está prevista a definição da bandeira tarifária de energia elétrica pela Aneel.
Nos Estados Unidos, a agenda inclui a divulgação do Índice de Atividade Nacional do Fed (CFNAI) na segunda-feira (26), e o indicador de confiança do consumidor na terça-feira (27). Na quinta-feira (29), uma série de indicadores será revelada, incluindo gastos pessoais, rendimento pessoal, deflator do índice de preços de gastos com consumo (PCE), pedidos Semanais de auxílio-desemprego e o PIB do terceiro trimestre com crescimento anualizado de 3% na comparação trimestral.
Expectativas e impactos nos mercados
Levantamento do Citi com investidores institucionais indica expectativa de forte volatilidade no Ibovespa, no dólar e nas taxas de juros logo após o segundo turno das eleições. A definição do próximo presidente do Brasil e a decisão monetária do Fed são os principais pontos de atenção para a semana, influenciando decisões de investidores tanto no mercado doméstico quanto internacional.
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