Sobrinhos de Marcinho VP presos por comunicação da facção
PF e MPF cumprem mandados contra familiares de chefe do Comando Vermelho que levavam mensagens na facção.
Uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) foi deflagrada nesta quinta-feira (29) para investigar dois sobrinhos de Marcinho VP, um dos principais chefes históricos do Comando Vermelho (CV), suspeitos de transmitir recados do traficante que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A ação, chamada de Operação Cesura, cumpriu cinco mandados judiciais: um de prisão preventiva contra Marcinho VP, que permanece preso em Campo Grande; dois de prisão temporária contra os sobrinhos; e dois de busca e apreensão. Durante a operação, veículos e celulares foram apreendidos. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
Sobrinhos como intermediários de comunicação
Segundo as investigações da PF, os familiares atuavam como mensageiros entre Marcinho VP e membros da cúpula da facção criminosa em liberdade. Um dos suspeitos visitava frequentemente o tio, apesar da prisão em presídio federal de segurança máxima, e mantinha contato com outro chefe da organização que está foragido.
Mensagens analisadas indicam que Marcinho VP, mesmo preso, segue reconhecido como líder dentro da facção. Ainda conforme a Polícia Federal, um dos sobrinhos ocupa um cargo comissionado em uma Câmara Municipal na Baixada Fluminense e adquiriu patrimônio nos últimos dois anos incompatível com sua renda declarada.
Investigação inicial e condução da operação
A apuração começou a partir de provas compartilhadas pelo MPF do Rio de Janeiro durante a Operação Red Fox, que investiga tráfico internacional de armas e drogas na fronteira norte do Brasil. A partir da análise de dados de um chefe da facção foragido, foi possível identificar a possível participação dos dois familiares como intermediários de comunicação com o preso.
A Operação Cesura é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal (Gaeco Nacional).
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