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Caminhonete afunda no Rio Ivinhema após casal confundir rampa com estrada em MS

Polícia investiga acidente em que casal confundiu acesso a rio com estrada e veículo afundou rapidamente.

Casal confundiu rampa de acesso ao rio com estrada alagada, diz polícia
Casal confundiu rampa de acesso ao rio com estrada alagada, diz polícia — Foto: Redes sociais/ Corpo de Bombeiros

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou que uma caminhonete afundou no Rio Ivinhema após o casal que estava no veículo entrar por engano em uma rampa que dá acesso ao rio. O caso aconteceu entre as cidades de Angélica e Nova Andradina na noite de domingo, 1º de novembro de 2026.

O corpo de uma das vítimas, Estela Tomazetto, de 48 anos, foi encontrado dentro da caminhonete, que afundou em cerca de quatro segundos. O motorista, João Luiz dos Santos, de 56 anos, segue desaparecido, e os bombeiros continuam as buscas pela região.

Segundo o delegado Gustavo Oliveira, responsável pela investigação, o casal, natural do Paraná, trabalhava em uma fazenda local e não conhecia o condomínio fechado onde ocorreu o acidente. Eles não moravam, nem alugavam imóvel na área, o que reforça a hipótese de que a entrada no local foi acidental.

Imagens das câmeras de segurança mostram que logo após o veículo entrar na água, o motorista acionou o freio e tentou dar marcha à ré, provavelmente percebendo o erro, mas não conseguiu evitar que a caminhonete submergisse.

As autoridades apontam que parte da confusão pode ter sido causada pelo alagamento das estradas próximas, que davam a aparência de continuação da via. A rampa de concreto que dá acesso ao rio estava coberta pela água, dificultando a percepção do declive e o risco do local.

Além disso, relatos indicam que o casal teria consumido bebidas alcoólicas durante o dia, o que pode ter prejudicado a consciência situacional dos ocupantes.

O delegado descartou qualquer indício de violência, discórdia ou intenção de morte. Não há histórico de conflitos entre o casal, nem sinais de que Estela estivesse sendo impedida de sair do veículo.

O local da rampa atinge em torno de seis metros de profundidade a poucos metros da margem, agravando a dificuldade de fuga em pouco tempo. A pressão da água tornou quase impossível abrir as portas enquanto o veículo afundava.

A porta do veículo só teria se aberto quando a caminhonete já estava no fundo do rio, o que pode ter lançado uma das vítimas para fora, que até o momento não foi localizada. A correnteza deslocou o carro cerca de 40 metros pelo fundo do rio.

As buscas seguem intensas para encontrar João Luiz, enquanto a investigação pretende esclarecer os detalhes do que levou à tragédia.

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