Juiz dos EUA rejeita ação de US$ 10 bilhões de Trump contra WSJ
Juiz federal encerra processo de US$ 10 bilhões movido por Donald Trump contra 'WSJ' sobre carta ligada a Jeffrey Epstein.
A justiça dos Estados Unidos rejeitou de forma definitiva a ação de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 49,7 bilhões, na cotação de 01/11) movida pelo presidente Donald Trump contra o jornal Wall Street Journal (WSJ) e o magnata Rupert Murdoch. O processo questionava uma reportagem sobre supostas ligações entre Trump e o financista Jeffrey Epstein.
O juiz federal Darrin Gayles, de Miami, afirmou que Trump não conseguiu demonstrar que os réus agiram com dolo efetivo, ou seja, com intenção maliciosa — requisito indispensável na legislação americana para casos de difamação envolvendo figuras públicas.
Gayles destacou ainda que a ação buscava “fabricar falhas” na reportagem investigativa do WSJ e que as alegações de má intenção eram vagas e inconsistentes. O magistrado ressaltou que o jornal informou aos leitores que Trump contestava a autenticidade da carta e negava sua autoria.
A reportagem publicada no ano anterior descreveu uma carta de conteúdo sexualmente sugestivo, com um desenho de silhueta feminina, que teria o nome de Trump e estaria em um álbum montado para celebrar o aniversário de 50 anos de Epstein em 2003.
Trump negou ter escrito a mensagem e classificou a publicação como “falsa, maliciosa e difamatória”.
O mesmo juiz já havia rejeitado o processo em abril, mas permitiu que Trump apresentasse uma versão reformulada da queixa, protocolada em maio. A decisão desta sábado, 31 de outubro de 2026, encerra o caso e impede que novo processo de teor semelhante seja apresentado.
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