Pesquisa aponta vantagem dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA; Trump enfrenta baixa popularidade
Levantamentos indicam que democratas lideram corrida para o Congresso americano, enquanto aprovação de Trump atinge nível recorde de baixa.
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro de 2026, apontam um cenário desfavorável para o Partido Republicano. De acordo com pesquisas recentes, os democratas lideram com vantagem de 7 a 12 pontos no chamado voto genérico, que avalia a preferência partidária para o Legislativo sem mencionar candidatos específicos.
Nas eleições midterms, que renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado, os republicanos atualmente detêm 53 das 100 cadeiras do Senado e maioriam estreita na Câmara. Modelos de previsão, como o divulgado por pesquisadores da Universidade Cornell em setembro, indicam 80% de probabilidade dos democratas conquistarem a maioria da Câmara com aproximadamente 226 cadeiras, contra 209 republicanas.
Quanto ao Senado, a disputa se apresenta mais equilibrada. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para maioria, com previsão de avanço entre duas e seis cadeiras conforme boletim do Cook Political Reports de início de outubro. A indefinição reside em estados como Kansas, tradicionalmente republicano, enquanto os republicanos esperam ganhos em Michigan e mantêm cadeira no Maine.
Os índices de aprovação do presidente Donald Trump chegaram a níveis historicamente baixos. Pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a rede ABC, realizada pelo instituto Ipsos, revela 33% de aprovação presidencial. Além disso, sete em cada dez eleitores norte-americanos manifestam insatisfação com os elevados preços da gasolina, fator atribuído em parte ao contexto econômico e geopolítico, como a guerra entre EUA e Irã iniciada em fevereiro que impactou os combustíveis.
Trump enfrentou críticas internas e externas, incluindo suas declarações sobre negociações da guerra na Ucrânia e posicionamentos controversos sobre eleições, como sugestões para “nacionalizar a votação”, medida constitucionalmente restrita aos estados. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, qualificou essa proposta como ilegal, enquanto vários senadores democratas pediram garantias ao Departamento de Justiça para evitar interferências no processo eleitoral.
Se os democratas conquistarem a maioria na Câmara, terão controle sobre pautas de votação, orçamento, comissões de investigação e poderão iniciar processos de impeachment por maioria simples. Já a destituição do presidente requer dois terços do Senado, que também tem papel decisivo na confirmação de juízes e integrantes do gabinete. Trump expressou expectativa de enfrentar um processo de impeachment caso perca a maioria legislativa.