Equador retoma transporte de petróleo colombiano após meses de interrupção
Após tensões comerciais, Equador reinicia bombeamento de petróleo colombiano pelo oleoduto SOTE.
O Equador anunciou a retomada do transporte de petróleo das empresas colombianas Ecopetrol e Amerisur, utilizando o Sistema de Oleoduto Transequatoriano (SOTE), conforme comunicado da estatal Petroecuador divulgado em 17 de outubro de 2026.
O transporte estava suspenso há meses em razão de atritos comerciais entre os dois países, especialmente com o governo do então presidente colombiano Gustavo Petro. A retomada da operação ocorreu um dia após a Colômbia restabelecer a venda de eletricidade a Quito, interrompida anteriormente por temores de desabastecimento interno.
O oleoduto SOTE transporta diariamente cerca de 11,9 mil barris de petróleo, percorrendo aproximadamente 500 quilômetros desde Lago Agrio, na Amazônia equatoriana, até o terminal de exportação em Esmeraldas, na costa do Pacífico. A operação contratual bilateral, vigente desde 2024, volta a funcionar, gerando para o Estado equatoriano uma receita mensal estimada em US$ 1,4 milhão e podendo ultrapassar US$ 16 milhões anuais.
Segundo a Petroecuador, o sistema opera com plena capacidade, enquanto a produção de petróleo nacional se mantém estável em 371 mil barris diários.
Contexto da suspensão e disputas comerciais
O começo de 2026 foi marcado por uma disputa comercial entre Equador e Colômbia, com o governo de Daniel Noboa impondo inicialmente tarifas de 30% sobre produtos colombianos vendidas no país, posteriormente elevadas para 100%. Paralelamente, houve aumento no custo do transporte de petróleo, o que levou Bogotá a suspender o serviço de bombeamento pelo SOTE.
O governo equatoriano justificou as tarifas como medidas de segurança, alegando falhas no controle da fronteira por parte da Colômbia. Essa justificativa foi rejeitada pelo governo colombiano, que implementou tarifas recíprocas sobre produtos equatorianos, intensificando a disputa.