CSN vende unidade de cimentos para grupo chinês Huaxin por R$ 12,7 bilhões
Companhia siderúrgica negocia venda da CSN Cimentos para reduzir endividamento e reestruturar o capital.
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) firmou contrato para vender sua unidade CSN Cimentos ao grupo chinês Huaxin pelo valor de R$ 12,7 bilhões, conforme divulgado em fato relevante aos investidores neste domingo (8).
O valor da negociação corresponde ao enterprise value, ou valor total da empresa, que poderá sofrer ajustes até o fechamento do negócio. Esses ajustes consideram aspectos como a dívida líquida da CSN Cimentos e seu capital de giro.
A operação faz parte da estratégia da CSN para diminuir seu endividamento e equilibrar a estrutura de capital, segundo comunicado oficial.
A conclusão da venda depende da autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de aprovações regulatórias na China, país do comprador. A CSN pretende finalizar o acordo assim que todas as condições forem cumpridas.
A negociação começou a ganhar impulso nos últimos meses, sendo uma das primeiras iniciativas do novo CEO da companhia, Fabio Schvartsman, que substituiu Benjamin Steinbruch após mais de 20 anos à frente da empresa.
Além da unidade de cimentos, a CSN é a segunda maior exportadora de minério de ferro no Brasil e tem operações na Alemanha, Espanha, Portugal e Estados Unidos.
Em agosto, a empresa anunciou a decisão de vender integralmente o negócio de cimentos, abandonando planos anteriores de manter participação minoritária na unidade. Inicialmente, pretendia receber cerca de R$ 15 bilhões pela venda, valor que foi reduzido para R$ 12 bilhões.
Antes da assinatura do contrato com a Huaxin, a J&F Investimentos, dos empresários Joesley e Wesley Batista, ofertou R$ 10 bilhões pela unidade. Outras candidatas potenciais para a compra incluíam as brasileiras Votorantim e Polimix e a empresa italiana Cementir.
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