Boeing tem prejuízo maior e dívida líquida cai a R$ 125,1 bilhões
Desafios na cadeia de suprimentos e atrasos na produção impactam resultados da Boeing no último trimestre.
A Boeing divulgou no dia 27 de outubro um prejuízo ajustado por ação maior do que as expectativas do mercado no terceiro trimestre de 2026. A fabricante americana registrou perda de US$ 0,34 por ação, acima dos US$ 0,21 previstos, segundo dados compilados pela LSEG.
A dívida líquida da empresa encerrou o trimestre em US$ 25,2 bilhões (R$ 136,31 bilhões), valor ligeiramente inferior aos US$ 25,9 bilhões (cerca de R$ 128,6 bilhões, na cotação de 27/10) do trimestre anterior e aos US$ 30,4 bilhões (cerca de R$ 150,9 bilhões, na cotação de 27/10) registrados há um ano.
A divisão Boeing Commercial Airplanes apresentou receita de US$ 10,7 bilhões (R$ 58,4 bilhões), com leve queda, enquanto o prejuízo operacional foi de US$ 697 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões, na cotação de 27/10), com margem de 6,5%, inferior aos 48,3% observados no mesmo período do ano anterior.
O desempenho financeiro foi impactado principalmente pelos desafios na cadeia de suprimentos e atrasos na produção, especialmente relacionados à dificuldade de fabricar asas de aviões 737 com a rapidez necessária para atingir a meta de produção mensal de 47 unidades, segundo informou o CEO Kelly Ortberg.
Durante o trimestre, a Boeing avançou em seu processo de recuperação com a obtenção da certificação do 737 Max 7 nos Estados Unidos e conquistou o contrato da Marinha dos EUA para o caça furtivo de sexta geração F/A-XX. Em outubro, também recebeu a aprovação regulatória para o 737 Max 10, modelo maior da família.
Na divisão de defesa, a empresa registrou lucro de quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões, na cotação de 27/10) no trimestre, impulsionado pela elevação das entregas, melhora operacional e venda de subsidiária por US$ 252 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão, na cotação de 27/10), o que resultou em margem operacional de 6,2%, superior à 1,7% do ano anterior. A Boeing Global Services teve lucro de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões, na cotação de 27/10) com margem operacional de 18,3%.
"Temos uma base mais sólida do que há um ano, mas ainda há trabalho para atender os pedidos existentes e aprimorar nossa cultura e processos", afirmou Ortberg em comunicado aos funcionários.
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