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BMW registra queda de 15% no lucro e amplia demissões até 2027

Montadoras europeias enfrentam queda nas vendas e lucros, impactadas pela forte concorrência e demanda fraca na China.

A BMW anunciou nesta quarta-feira (4) que teve uma queda de 15% no lucro líquido no terceiro trimestre de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, e informou que intensificará seu programa de demissões. O motivo principal é a forte concorrência global e a baixa demanda no mercado chinês, que é o maior do setor automotivo no mundo.

No trimestre encerrado em setembro, o lucro líquido da BMW recuou para cerca de 1,45 bilhão de euros (R$ 8,9 bilhões), enquanto a receita caiu quase 6%, totalizando 30,5 bilhões de euros (R$ 187,27 bilhões). As vendas globais da fabricante também caíram 6,3%, com uma redução de 24,8% na China.

O presidente-executivo da montadora alemã, Milan Nedeljkovic, afirmou estar disposto a realizar todos os cortes necessários e que a alta adesão ao plano recente de demissão voluntária poderá antecipar o programa originalmente planejado para eliminar 8.000 empregos até o final de 2027.

Na Volvo, que é controlada majoritariamente pela chinesa Geely, as vendas caíram 16% no mesmo período, totalizando 141,65 mil veículos. No entanto, o volume de carros totalmente elétricos cresceu 27%, representando 34% das vendas totais, enquanto os híbridos plug-in tiveram queda de 30%, ficando com 20% do total.

A montadora sueca ressaltou que está focada em ajustar suas operações na China diante da menor demanda, priorizando a estabilidade do negócio ao invés do aumento do volume de vendas. As entregas do modelo EX60 estão sendo impactadas por um aumento gradual da produção, que está sendo ampliada progressivamente.

Além dessas empresas, a indústria automobilística alemã sofre ajustes significativos: a Mercedes-Benz pretende retomar seu programa de demissões, e a Volkswagen projeta cortar cerca de 120 mil empregos em suas dez marcas até 2030, em decorrência dos desafios no mercado global e da competição com fabricantes chineses.

Tags: BMWVolvodemissõesmercado automotivomontadoras europeias

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