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Ucrânia retoma Starlink; Musk acusa uso militar

Após mais de uma semana de restrições que prejudicaram operações militares, Ucrânia confirma funcionamento total do Starlink; Elon Musk acusa uso indevido do sistema.

A Ucrânia anunciou neste sábado, 24 de outubro de 2026, que os sistemas de satélite Starlink e sua versão militar, Starshield, voltaram a funcionar plenamente após mais de uma semana de restrições parciais que afetaram as operações militares do país.

O bloqueio na capacidade operacional do sistema havia limitado o uso dos terminais em equipamentos que se deslocavam a mais de 160 km/h, dificultando a interceptação de drones de ataque russos e levando ao cancelamento de algumas missões.

Segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a normalização do serviço começou na madrugada e a conexão hoje permite velocidades superiores a 400 km/h, consideradas adequadas para os requisitos militares da Ucrânia.

Leia também: EUA pediram ajustes na Starlink de Elon Musk

Horas depois do anúncio ucraniano, o bilionário Elon Musk, proprietário dos sistemas Starlink e Starshield, publicou na rede social X que os militares ucranianos teriam violado os termos de serviço da plataforma, utilizando-a em ataques ofensivos com drones para matar pessoas. Musk afirmou que a 'brecha' que possibilitava este uso foi fechada na semana anterior.

Até o momento da atualização desta reportagem, as autoridades da Ucrânia não haviam se manifestado sobre a declaração de Musk.

Os problemas técnicos no serviço ocorreram em contexto de negociações e pressões políticas envolvendo os Estados Unidos, que também negam responsabilidade pela restrição. A agência Reuters informou, citando fontes internas, que a ordem para limitar o uso do sistema Starshield teria partido da Casa Branca.

É importante ressaltar que o Starlink, embora vital para as comunicações na linha de frente e para drones de médio alcance, não é utilizado pela Ucrânia para guiar drones de longo alcance em ataques dentro do território russo.

A limitação temporária no sistema gerou preocupação na Ucrânia, sobretudo pela coincidência com falhas nos alertas de mísseis russos. No entanto, as autoridades locais afirmaram que os dados de inteligência dos EUA continuaram sendo recebidos durante esse período.

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