Pular para o conteúdo

Sete candidatos à chefia da ONU enfrentam vetos no Conselho de Segurança e abrem espaço para novas indicações

Todos os candidatos à sucessão de António Guterres receberam vetos de membros permanentes do Conselho de Segurança, apontando para impasse na escolha.

Na primeira consulta informal realizada nesta sexta-feira (16) no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), todos os sete candidatos à sucessão do secretário-geral António Guterres receberam vetos de pelo menos um dos cinco membros permanentes do órgão: Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia.

Esta votação anônima utilizou cédulas coloridas para que as potências manifestassem seus vetos, evidenciando um impasse na recomendação do próximo líder da organização internacional. Para ser aprovado pelo Conselho de Segurança, um candidato precisa de pelo menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhuma potência permanente.

Entre os concorrentes, a costarriquenha Rebeca Grynspan destacou-se com o maior número de votos positivos, apesar de também ter recebido vetos, incluindo dois entre os membros permanentes. De acordo com informações da imprensa americana, o governo de Donald Trump se opõe a todos os sete indicados, embora o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, tenha evitado comentar diretamente sobre o tema, ressaltando apenas que "é necessária a melhor pessoa" para o cargo.

As atuais dificuldades da ONU, com desafios financeiros, conflitos internacionais e divisões internas no Conselho de Segurança, tornam a escolha do próximo secretário-geral especialmente complexa. A atual gestão de António Guterres, que termina em 31 de dezembro após dois mandatos de cinco anos, encerra em um momento crítico para a organização.

Diante do cenário em que nenhum dos candidatos conseguiu evitar vetos, abre-se caminho para a apresentação de novos nomes para o cargo, com o Conselho de Segurança retomando o processo para alcançar um consenso que permita a homologação pela Assembleia Geral da ONU.

📰 Veja também

INTERNACIONAL
INTERNACIONAL

Ucrânia retoma Starlink; Musk acusa uso militar

Após mais de uma semana de restrições que prejudicaram operações militares, Ucrânia confirma funcionamento total do Starlink; Elon Musk acusa uso indevido do sistema.