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Milhares de israelenses retornam ao país para votar nas

Israeli expatriates fazem longas viagens para votar presencialmente no pleito que definirá o futuro primeiro-ministro de Israel.

As eleições parlamentares de Israel, marcadas para o dia 27 de outubro de 2026, mobilizam milhares de cidadãos que residem no exterior a retornarem ao país para votar presencialmente, uma vez que o voto dos expatriados só pode ser exercido dentro das fronteiras israelenses.

Segundo apuração do G1, pelo menos 65 mil israelenses que vivem fora do país estão dispostos a fazer este trajeto, apesar dos custos e da logística complexa, para participar do pleito que se tornou um referendo sobre a liderança do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido Likud, em uma disputa acirrada com o opositor Gadi Eisenkot, do Yashar.

Estima-se que existam cerca de 630 mil israelenses vivendo no exterior, representando aproximadamente 6% da população total do país. A iniciativa para facilitar o retorno dos eleitores é liderada pela Aid Coalition, uma organização apartidária e sem fins lucrativos que, por meio do programa denominado Fly&Vote, organizou voos especiais para transportar os eleitores até Israel.

Devido à alta demanda, rotas aéreas adicionais foram abertas para suprir a escassez de assentos em voos regulares, e as passagens foram rapidamente esgotadas. O Likud chegou a protestar contra a iniciativa, tentando impedir a ação da Aid Coalition alegando interferência no processo eleitoral, mas não obteve sucesso.

Este pleito tem um significado especial: são as primeiras eleições nacionais após o massacre ocorrido em 7 de outubro de 2023, bem como após conflitos em Gaza e tensões com o Irã, elevando a importância do voto na definição do futuro político do país. O Parlamento israelense possui 120 cadeiras em disputa, e o resultado destas eleições será decisivo para o comando político da nação.

Embora o retorno para votar implique em superar tarifas elevadas e dificuldades logísticas, milhares de israelenses da diáspora se mostram motivados a influenciar o rumo do país, sinalizando descontentamento com o governo atual e desejo de mudança.

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