Intermediário nos EUA pagou voo que levou Flávio Bolsonaro
Dono da aeronave informa que pagamento do voo de Flávio Bolsonaro para os EUA foi feito por intermediário americano.
O voo que tirou o senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo aos Estados Unidos foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico que operou a partir dos Estados Unidos, segundo afirmou o dono da empresa aérea que forneceu o jato à agência AFP nesta quinta-feira (29).
O intermediário, com dupla nacionalidade argentina e americana e residente na Flórida, realizou a transferência de US$ 150 mil (aproximadamente R$ 800 mil) de uma conta nos EUA para um banco argentino para viabilizar o voo.
Flávio Bolsonaro, acompanhado de sua família, deixou a Argentina em uma aeronave particular na madrugada da quarta-feira (28) com destino à Flórida, nos EUA, após a polícia brasileira cancelar seus passaportes durante uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.
O dono do jatinho, identificado como Grande, informou que não conhece o intermediário que contratou o voo e que este também não conhecia a pessoa que o teria contratado diretamente. A identidade do intermediário não foi revelada.
Segundo a reportagem do jornal argentino Perfil, estas informações foram obtidas de fontes anônimas do setor aéreo. A aeronave decolou do aeroporto argentino de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil, com documentos válidos e sem impedimento da Interpol, conforme afirmou o chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei.
O senador saiu do Brasil com passaporte italiano, mas detalhes sobre a sua rota até a fronteira ainda não foram esclarecidos. Imagens captaram sua chegada ao aeroporto em uma caminhonete, embora fontes indiquem que ele já estava a bordo do avião por outro acesso.
Além disso, a imprensa americana relatou que o voo teria sido contratado por Jason Miller, assessor do ex-presidente Donald Trump, embora a Casa Branca não tenha se manifestado oficialmente. Trump, por sua vez, evitou reconhecer a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva e fez declarações críticas ao processo eleitoral brasileiro.
Até o momento, o governo brasileiro tenta evitar polêmicas diretas com os Estados Unidos sobre o caso e adota uma postura de prudência, considerando seu cenário político pós-eleitoral mais favorável.
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