Espanha trabalha para identificar 69 mortos em acidente de trem
Autoridades espanholas trabalham intensamente para identificar 69 mortos em colisão de trens, enquanto famílias esperam por notícias.
O governo da Espanha está atuando de forma contínua e intensa para identificar as vítimas fatais do grave acidente ferroviário ocorrido no município de Urda, situado na região central do país. Até o momento, foram confirmadas 69 mortes decorrentes da colisão entre dois trens de alta velocidade no último dia 28 de outubro de 2026.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez destacou que esforços incansáveis são empregados para fornecer informações precisas às famílias das vítimas. Após se reunir com equipes de emergência próximas ao local do desastre, Sánchez reforçou o compromisso do governo em comunicar às famílias o paradeiro de seus entes queridos à medida que avançam os processos de identificação.
Esta tragédia aconteceu quando um trem da empresa estatal Renfe colidiu na parte traseira de outro trem da companhia Iryo, que estava parado na via, aproximadamente 150 quilômetros ao sul da capital espanhola, Madri.
O presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, informou que foram registradas 70 denúncias de desaparecimento. Essas denúncias podem coincidir com as vítimas já contabilizadas, visto que a maioria ainda não foi formalmente identificada.
As equipes de resgate encontraram corpos completos e também fragmentos, armazenados em 31 bolsas mortuárias, o que complica o processo de reconhecimento. Parentes dos desaparecidos, que forneceram amostras de DNA, aguardam a identificação na cidade de Toledo.
Entre os feridos confirmados está uma brasileira, conforme informação divulgada pelo Itamaraty. O órgão judicial responsável pela operação comunicou que, até quinta-feira, foram realizadas 48 autópsias e cinco identificações oficiais passaram a constar junto às famílias.
O trabalho de buscas prossegue com a ajuda de guindastes e cães para vasculhar os destroços retorcidos dos vagões, embora a porta-voz do governo regional, Esther Padilla, tenha informado que a quantidade de material a ser examinado diminui com o avanço das operações.
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