Falha libera trem e causa colisão com 68 mortos na Espanha
Em Urda, colisão entre trens deixou 68 mortos e 80 feridos, com investigação sobre falhas de segurança.
Um grave acidente entre dois trens de alta velocidade na Espanha, ocorrido em 28 de outubro de 2026, resultou em 68 mortes e deixou cerca de 80 feridos. A colisão aconteceu próximo a Urda, na linha que liga Madri a Sevilha.
Segundo o Ministério dos Transportes espanhol, uma falha no sistema automatizado de controle ferroviário conhecido como LZB provocou uma interrupção no tráfego. Após a paralisação do sistema, o centro de controle ferroviário de Madri assumiu o comando manual do trecho afetado, que tem cerca de 69 quilômetros.
Uma investigação preliminar apontou que o trem operado pela empresa Renfe recebeu autorização para retomar a circulação às 8h36 (horário local), mesmo com outro trem da empresa Iryo parado nos trilhos e um sinal vermelho ativo que impedia a passagem. O trem da Renfe colidiu contra a traseira do veículo da Iryo, que estava imóvel, provocando o descarrilhamento de vários vagões com alguns caindo em um barranco.
O trem da Renfe transportava entre 393 e 397 passageiros, enquanto o da Iryo levava 147 pessoas, incluindo um bebê. Passageiros relataram ter ouvido um forte estrondo seguido de incêndio em um dos vagões.
O ministro Óscar Puente ressaltou que os protocolos de segurança não autorizavam a circulação do trem da Renfe nessas condições e que, caso fosse permitido, o veículo deveria transitar a menos de 40 km/h para garantir a parada em caso de obstáculos.
A investigação sobre as causas do acidente está sendo conduzida pelo Ministério dos Transportes e pela ADIF, empresa que administra a infraestrutura ferroviária espanhola e os sistemas de controle de tráfego.
Este acidente reabriu debate sobre a segurança da rede ferroviária espanhola, especialmente após um acidente anterior na mesma linha, ocorrido em 18 de janeiro deste ano, que deixou 46 mortos e aproximadamente 300 feridos.
O premier Pedro Sánchez se comprometeu a esclarecer os fatos e buscar responsabilizações, enquanto autoridades regionais e nacionais prestam homenagens às vítimas e acompanham as operações de resgate e atendimento aos feridos.
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