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Eleições de meio de mandato nos EUA ocorrem em 3 de novembro com controle do Congresso em jogo

As midterms renovam quase todo o Congresso dos EUA e são decisivas para o presidente Donald Trump manter apoio legislativo.

As eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos estão marcadas para o dia 3 de novembro de 2026, uma terça-feira. Conhecidas por "midterms", essas eleições renovam quase todo o Congresso americano e são essenciais para o presidente Donald Trump garantir apoio para suas pautas no Legislativo.

Enquanto essa votação oficial ocorrerá em novembro, alguns estados já iniciaram a votação antecipada e uma parte significativa dos eleitores votou por correio, conforme a prática americana que permite essa modalidade desde que cumpridos os prazos estipulados por cada estado.

Funcionamento e importância das midterms

O Congresso dos EUA é composto por duas casas: o Senado, com 100 senadores - dois por estado, independentemente da população, e a Câmara dos Representantes, que conta com 435 deputados distribuídos conforme a população dos estados.

Leia também: Autoridades dos EUA alertam para possível interferência de Trump nas midterms; grupo MAGA discute lei marcial

Nas midterms, renovam-se cerca de um terço das cadeiras do Senado e todas as da Câmara. Os partidos realizam eleições primárias para escolher seus candidatos, que geralmente se concentram em disputas bipartidárias entre republicanos e democratas.

Donald Trump, embora não concorra pessoalmente, considera essas eleições cruciais. Após a vitória republicana em 2024 que garantiu o controle das duas casas legislativas, o presidente busca manter essa maioria para facilitar a aprovação de suas propostas. Uma perda poderia dificultar a agenda do governo.

Contexto político e projeções eleitorais

Segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos de 19 de outubro, 66% dos americanos desaprovam o governo Trump, índice elevado em seus dois mandatos. Essa insatisfação está ligada principalmente à condução econômica do país e o aumento do custo de vida.

As projeções indicam que o Partido Democrata tem chances de conquistar o controle da Câmara e do Senado, atualmente dominados por minorias republicanas.

Atualmente, a composição do Senado é de 53 cadeiras republicanas e 47 democratas, incluindo dois independentes alinhados aos democratas. Na Câmara, os republicanos têm 218 cadeiras contra 214 democratas, um deputado independente e duas vagas em aberto. Pesquisas recentes mostram vantagem dos democratas para conquistar a Câmara.

Principais temas da disputa

Um dos pontos de tensão é o voto pelo correio, permitido em todos os estados, com 37 deles oferecendo cédulas sem necessidade de justificativa para a solicitação. Trump defende restrições a essa modalidade alegando susceptibilidade a fraudes, embora várias entidades e estados contestem judicialmente essas mudanças.

Além disso, o redesenho dos distritos eleitorais tem se tornado estratégia relevante para ambos os partidos. Os republicanos conseguiram aprovar mapas eleitorais favoráveis em estados como Texas, Alabama, Flórida, entre outros, enquanto os democratas reagiram com redesenho na Califórnia e Utah, buscando equilibrar forças.

Processo de contagem e divulgação dos votos

Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos não possuem um órgão eleitoral nacional que coordene o processo. Cada estado é responsável pela apuração dos votos em horários variados, com divulgação inicial prevista para a noite do dia 3 de novembro. Contudo, resultados oficiais e definição dos controles partidários podem levar dias em alguns casos, como ocorreu em 2022.

O gasto com essas eleições ultrapassa os US$ 15 bilhões, tornando-as as mais caras já realizadas no país. Trump anunciou recentemente aportes de US$ 400 milhões para candidatos republicanos como parte da estratégia para manter o controle legislativo.

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