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Eleições de meio de mandato nos EUA: entenda as midterms e sua

As eleições de meio de mandato nos EUA, conhecidas como midterms, ocorrem em 3 de novembro e definirão o controle do Congresso, influenciando o governo de Donald Trump.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como "midterms", estão marcadas para 3 de novembro de 2026. Elas ocorrem na metade do mandato presidencial, que dura quatro anos — no caso, do presidente Donald Trump, empossado em janeiro de 2025, com mandato até janeiro de 2029.

Essas eleições são importantes porque renovam integralmente a Câmara dos Representantes, composta por 435 cadeiras, e cerca de um terço das 100 vagas do Senado, com 35 cadeiras em disputa. Além disso, serão eleitos governadores em 36 estados.

Ao contrário do Brasil, onde o Congresso é renovado na íntegra em eleições gerais a cada quatro anos, o sistema americano promove renovação parcial contínua: deputados possuem mandatos de dois anos, e senadores de seis anos, com eleições bienais para renovar os cargos em sistema escalonado.

Importância para Donald Trump

Embora o presidente Trump não concorra diretamente nestas eleições, seu partido, o Republicano, busca manter ou ampliar a maioria nas duas casas legislativas para assegurar apoio parlamentar a sua agenda governamental. Nas eleições de 2024, os republicanos asseguraram maioria apertada em ambas as casas, o que permitiu avanços, mas também expôs divisões internas.

Segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em outubro de 2026, 66% dos americanos desaprovam a forma como Trump conduz seu governo, índice elevado que pode afetar o desempenho dos republicanos nas urnas.

Projeções eleitorais e disputas

Dados compilados por centros acadêmicos e plataformas especializadas indicam favorabilidade dos democratas para assumir o controle da Câmara. Para o Senado, as projeções também apontam a possibilidade de os democratas recuperarem a maioria, atualmente com 47 cadeiras (considerando senadores independentes que votam com os democratas), contra 53 dos republicanos.

As pesquisas mostram, por exemplo, que 47% dos eleitores pretendem votar em candidatos democratas para a Câmara, contra 35% para republicanos, demonstrando vantagem para os opositores no legislativo.

Questões eleitorais e legais

Outro tema relevante é o voto pelo correio, permitido pelos 50 estados, mas com regras variadas. Trump apoiou restrições ao voto por correspondência, alegando risco de fraudes e implementando decretos para ampliar a verificação da cidadania dos eleitores, medidas contestadas judicialmente e com decisões da Suprema Corte limitando a aplicação antes das eleições.

A manipulação dos distritos eleitorais, conhecida como gerrymandering, também é destaque. Republicanos redesenharam mapas em estados como Texas para favorecer sua legenda, enquanto os democratas reagiram com mudanças em estados como Califórnia, resultando numa intensa disputa pela configuração eleitoral que pode influenciar resultados eleitorais.

Funcionamento das eleições

As eleições são organizadas por cada estado isoladamente, sem órgão eleitoral nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro. A apuração começa após o fechamento das urnas, com variações de horário conforme o estado. Resultados finais para o controle do Congresso podem demorar dias, devido à contagem de votos pelo correio e disputas legais envolvidas.

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