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Controle democrata no Congresso pode frear tarifaço de Trump contra o Brasil

Democratas assumem o Congresso e podem dificultar tarifaço, impactando comércio de EUA com Brasil, China, Japão e Índia.

Controle democrata no Congresso pode frear tarifaço de Trump contra o Brasil
Foto: Agência Brasil

A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos pode restringir a imposição de novas tarifas comerciais pelo presidente Donald Trump, afetando relações econômicas com países como Brasil, China, Índia, Japão e Coreia do Sul.

Com o controle da Câmara e do Senado, os democratas terão maior poder para fiscalizar o governo e tentar barrar medidas como o "tarifaço", política que aumentou impostos sobre produtos importados para pressionar parceiros comerciais e fomentar investimentos nos EUA.

No Brasil, a alteração na composição do Congresso americano pode limitar a capacidade de Trump em aplicar novas taxas sobre produtos brasileiros. Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, aponta que o novo equilíbrio político poderá acelerar reações do Congresso americano a eventuais atritos comerciais.

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No entanto, Trump mantém instrumentos legais para impor tarifas atuais, e especialistas divergem sobre como o presidente reagirá às mudanças no Legislativo. Alguns acreditam que haverá mais espaço para negociações, enquanto outros apontam para possível aumento da pressão comercial.

Impactos para aliados na Ásia

Países como Japão e Coreia do Sul, que firmaram compromissos bilionários para evitar tarifas maiores, podem rever suas obrigações com mais tranquilidade diante da fiscalização ampliada do Congresso. A Coreia do Sul enfrenta disputas sobre investimentos prometidos, e a alteração pode dar tempo para analisar projetos antes de decisões definitivas.

A Índia também pode se beneficiar da mudança. Em fase de negociações para acordo comercial com os EUA, o país tende a adotar uma postura mais cautelosa e buscar condições favoráveis, especialmente após recente redução tarifária negociada.

China e as negociações comerciais

A China, principal rival econômico dos EUA, observa atentamente a nova configuração política. A trégua comercial entre os dois países expira em janeiro, e a força reduzida de Trump no Congresso pode permitir que Pequim busque condições mais vantajosas.

Por outro lado, o controle democrata no Legislativo pode dificultar eventuais concessões e aumentar a fiscalização sobre setores estratégicos, como inteligência artificial e semicondutores.

Próximos passos

Apesar das mudanças no Congresso, Trump segue presidente e possui mecanismos legais para adotar medidas comerciais. A atuação do mandatário nas próximas semanas, incluindo viagem à Ásia para participar do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, será observada para avaliar o rumo das políticas tarifárias.

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