Bukele envia tropas ao Haiti e faz alerta severo contra gangues
Forças especiais de El Salvador chegaram ao Haiti para ajudar na busca por soldados sequestrados por gangues locais.
Um contingente das forças especiais de El Salvador chegou aos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti, para apoiar as operações de busca e segurança relacionadas ao sequestro de quatro soldados salvadorenhos, informou nesta quinta-feira (22) a Força de Repressão a Gangues (GFS) de El Salvador.
Os soldados desapareceram após o veículo blindado em que estavam ter sido emboscado por gangues no domingo (18), quando retornavam de um mercado próximo à capital haitiana. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, confirmou o sequestro e destacou que os militares sequestrados não são combatentes, mas técnicos de aviação especializados em evacuações médicas.
Por meio de uma mensagem publicada no canal X na quarta-feira (21), Bukele advertiu os chefes das gangues responsáveis pelo sequestro, afirmando que o ataque sofrido não será comparável à resposta que seu país pode dar caso os reféns não sejam devolvidos com vida. "Já acabamos com as gangues em El Salvador e podemos acabar com vocês também", escreveu.
Bukele enfatizou que a decisão sobre o destino dos quatro soldados está nas mãos dos sequestradores e que a devolução imediata e ilesa dos reféns poderia fazer com que a situação retornasse ao estado anterior ao sequestro. O mandatário tem implementado uma intensa repressão às gangues em El Salvador, com prisões em massa e a construção da prisão de alta segurança CECOT.
O Haiti enfrenta uma grave crise política e de segurança, agravada nos últimos anos pelo aumento da violência de gangues, que incluem assassinatos, sequestros, estupros e recrutamento coercitivo. O país não realiza eleições desde 2016, e seu último presidente, assassinado em 2021, ainda não foi substituído. As eleições previstas para dezembro deste ano foram adiadas indefinidamente.
A GFS de El Salvador tem atuado em cooperação estreita com a Polícia Nacional Haitiana e outros parceiros operacionais para tentar conter a violência e auxiliar as autoridades locais, que estão sobrecarregadas. A força pretende crescer para até 5.500 membros, mas atualmente conta com cerca de 2.000 provenientes de seis países.
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