Aprovação de Trump está abaixo de 35% a menos de duas semanas das eleições nos EUA
Pesquisa mostra que mais de 60% dos americanos desaprovam o governo Trump, refletindo preocupações econômicas e políticas às vésperas das eleições de meio de mandato.
A poucas semanas das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, agendadas para 3 de novembro de 2026, a aprovação do presidente Donald Trump está em um dos níveis mais baixos de sua gestão. Segundo o agregador de pesquisas do estatístico Nate Silver, 60,6% dos americanos desaprovam o governo Trump, enquanto apenas 36,3% aprovam.
Dados recentes, incluindo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 19 de outubro, mostram que a desaprovação do presidente atinge 66%, o que representa uma das máximas históricas para ambos os mandatos de Trump. A aprovação nesse levantamento é ainda menor, de 31%, configurando o menor índice registrado na série.
A insatisfação popular está principalmente associada à forma como o governo tem conduzido a economia e o aumento do custo de vida. Medidas como imposição de tarifas elevadas, o conflito militar com o Irã e o aumento dos preços dos combustíveis têm impactado diretamente o orçamento das famílias americanas, pressionando a inflação e influenciando negativamente a percepção dos eleitores.
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Aproximadamente 56,2% dos entrevistados desaprovam a atuação do presidente em políticas de imigração, uma de suas principais bandeiras, enquanto 41,1% aprovam as medidas nesta área.
Implicações para as eleições
As eleições de meio de mandato são cruciais para a composição do Congresso americano. Atualmente, o Partido Republicano, liderado por Trump, detém a maioria na Câmara e no Senado, mas pesquisas recentes indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle dessas casas legislativas.
Preocupado com o cenário eleitoral, Trump tem intensificado sua agenda de comícios pelo país e apelado diretamente ao eleitorado. Em uma de suas promessas, ofereceu pagar um bônus de até US$ 5 mil para cada adulto americano caso os republicanos obtenham vitória nas urnas.
O presidente também tem apoiado mudanças nos mapas eleitorais em determinados estados para favorecer seu partido e buscado restringir o voto pelo correio, alegando fraudes, embora dados indiquem que eleitores democratas usam mais esse modelo de votação.
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