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Alemanha prende ucraniano suspeito de espionar dados militares da Otan para a Rússia

Autoridades alemãs detêm homem acusado de coletar informações militares para serviço secreto russo desde 2025.

 ·  Atualizado em 22/10/2026 às 09h19

As autoridades da Alemanha realizaram a prisão de um homem ucraniano acusado de espionagem a serviço de uma agência de inteligência russa, visando a obtenção de "informações relevantes para o meio militar". A ação ocorreu nesta quinta-feira (22) no estado de Brandemburgo.

Conforme comunicado divulgado pela promotoria federal alemã, o suspeito, identificado parcial e oficialmente apenas como Vadym Y., manteve contato com a inteligência russa desde pelo menos julho de 2025, utilizando um intermediário para a comunicação.

Entre as informações coletadas estariam detalhes sobre a produção de veículos blindados, munições e explosivos. O acusado deverá comparecer perante o juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça nesta sexta-feira (23), quando será formalizado o mandado de prisão e decidir-se-á pela manutenção da prisão preventiva.

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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que estava em visita a Montenegro no momento da notícia, manifestou não estar surpreso com a prisão, ao ser questionado por jornalistas logo após a divulgação do caso.

Tensões entre Alemanha e Rússia

Recentemente, o contexto de tensões entre Alemanha e Rússia tem se intensificado. Há dez dias, o chefe da inteligência interna alemã, Sinan Selen, acusou Moscou de planejar assassinatos em território alemão, além de indicar que a Rússia utiliza todos os recursos disponíveis em ataques híbridos contra o país.

Em setembro deste ano, a Alemanha responsabilizou a Rússia por um incidente envolvendo um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig/Halle, evento ocorrido em agosto. Casos semelhantes vêm sendo apontados por diversos países europeus membros da Otan, embora a Rússia negue envolvimento.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em 25 de setembro que não prepara hostilidades contra a Europa. A declaração foi feita dois dias após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertar na Assembleia Geral das Nações Unidas que Putin planeja expandir o conflito que envolve a Ucrânia para outras regiões da Europa, incluindo territórios da Otan.

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