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Intel projeta receita menor e ações caem quase 17%

Intel projeta receita abaixo do esperado para o próximo trimestre, impactando suas ações em quase 17%.

Painel com cotações do mercado de ações na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, Brasil
Painel com cotações do mercado de ações na B3. Foto: Casa.da.Photo/Adobe Stock

A Intel anunciou uma redução em sua previsão de receita para o próximo trimestre, projetando valores entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, abaixo dos US$ 17 bilhões estimados por analistas de Wall Street. O resultado trilhado, embora o trimestre encerrado em setembro tenha apresentado receita alinhada a expectativas, gerou queda expressiva de quase 17% nas ações da empresa após o fechamento do mercado.

Segundo a companhia, a margem bruta deve sofrer contração para 37% neste trimestre, reflexo do aumento nos custos causado pela escassez de chips de memória que afeta o setor global de semicondutores. O CEO Lip-Bu Tan declarou que o grupo está agindo com urgência para liberar o fornecimento de componentes e aumentar as vendas de seus chips.

A divisão de produtos da Intel, responsável pela venda de chips para servidores e computadores pessoais, registrou receita de US$ 15,4 bilhões, conforme as expectativas. Todavia, a operação de foundry, dedicada à fabricação de semicondutores para terceiros, alcançou receita de US$ 6,7 bilhões.

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O diretor financeiro David Zinsner alertou que a desaceleração do mercado de PCs deve persistir até pelo menos o primeiro semestre do próximo ano. A Intel também reportou lucro líquido de US$ 3,3 bilhões, valor que inclui oscilações nas ações mantidas em custódia devido a acordos de investimento com o governo americano. Excluindo esses efeitos, o lucro líquido ajustado foi de US$ 2,8 bilhões.

A empresa reforçou seu compromisso com investimentos em despesas de capital, tendo gasto US$ 4 bilhões no último trimestre e projetando US$ 20 bilhões para o ano de 2026. Desde o início do ano, as ações da Intel subiram mais de 140%, embora tenham recuado mais de 20% no último mês em função de preocupações sobre inflação, sustentabilidade do crescimento dos data centers e níveis de endividamento para financiar projetos relacionados à inteligência artificial.

A recente valorização da companhia ocorreu em um cenário de apoio governamental nos Estados Unidos, que incentivou investimentos em capacidade de fabricação de chips avançados para inteligência artificial e resultou na entrada de investidores como Nvidia e SoftBank. Adicionalmente, acordos de colaboração com empresas como Tesla e SpaceX visam expandir a atuação da Intel no setor.

Tags: IntelMercado Financeiroaçõessemicondutorestecnologia

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