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Pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro caem 20,7% no segundo trimestre de 2026

Após três anos de alta, solicitações de recuperação judicial no setor agro recuam, com Mato Grosso liderando os pedidos.

 ·  Atualizado em 19/10/2026 às 07h51

O agronegócio brasileiro registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Serasa Experian em 19 de outubro. Este número representa uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando a primeira redução trimestral desde 2022.

A pesquisa aponta que, apesar deste cenário positivo, a cautela é recomendada dado que o setor ainda enfrenta custos elevados e maior seletividade no acesso ao crédito, conforme avaliação do head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

Mato Grosso lidera pedidos de recuperação judicial

Entre os estados, o Mato Grosso destacou-se como o que mais registrou pedidos, com 107 casos no período. Goiás (84), São Paulo (72), Minas Gerais (54) e Paraná (42) completam a lista dos estados com maior número de solicitações.

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Soja concentra maior número de pedidos entre as culturas

Quanto às atividades, o cultivo de soja, principal cultura do país, liderou as solicitações com 70 registros. A criação de bovinos aparece na sequência, com 28 pedidos.

Perfil dos produtores e variações nos pedidos

Os pedidos feitos por produtores rurais pessoa física caíram 10,5% em comparação ao segundo trimestre de 2025, totalizando 197 solicitações. Já os de produtores pessoa jurídica tiveram uma redução mais acentuada de 34,2%, somando 160 pedidos.

Por porte, os produtores classificados como "sem propriedades", categoria que pode incluir arrendatários, concentraram 70 pedidos. Grandes proprietários registraram 51 solicitações, enquanto pequenos e médios produtores apresentaram 39 e 37 pedidos, respectivamente.

Em relação à comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando houve 474 pedidos, os números do segundo trimestre também mostram desaceleração de 5,5%.

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