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Voto no segundo turno das eleições pode validar prova de vida

Beneficiários do INSS que não votaram no primeiro turno podem usar o voto no segundo para comprovar vida automaticamente.

O voto no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, pode ser utilizado como prova de vida automática para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo aposentados, pensionistas e participantes de programas assistenciais, mesmo que tenham faltado ao primeiro turno.

O procedimento de comprovação da vida acontece por meio do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e o INSS, dispensando a necessidade de comparecimento em agências ou apresentação manual de documentos.

Como funciona a prova de vida pelo voto?

A prova de vida serve para confirmar que o beneficiário está vivo e habilitado para continuar recebendo pagamentos regulares. Quando o eleitor vota, a Justiça Eleitoral registra a participação na votação, e essa informação é automaticamente compartilhada com o sistema da Previdência Social. Não é necessário guardar ou apresentar o comprovante de voto.

Quem não votou no primeiro turno pode usar o voto no segundo?

Sim. A participação no segundo turno é válida para comprovar a vida ao INSS, mesmo que o beneficiário tenha faltado na primeira votação. Entretanto, eleitores obrigados a votar que não compareceram ao primeiro turno devem regularizar essa ausência, pois o voto no segundo não substitui essa formalidade.

Obrigatoriedade do voto para maiores de 70 anos

Pessoas com 70 anos ou mais não têm obrigação legal de votar e não precisam justificar ausências. Por isso, a abstenção neste grupo não acarreta necessidade de regularização, diferente do que ocorre com eleitores mais jovens.

Consequências para quem não votar nas eleições

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ausência às urnas não provoca o bloqueio automático do benefício do INSS. Quem não votar pode realizar a prova de vida por outras formas aceitas pelo INSS, como pelo aplicativo ou site Meu INSS, ou pelo telefone Central 135.

Dados sobre abstenção entre eleitores idosos

Levantamentos indicam que quase metade dos eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno das eleições. A abstenção foi maior entre os com 80 anos ou mais, chegando a 73,1% do total deste grupo.

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