Mercado reduz inflação a 5,19% e PIB a 1,8% em 2026
Expectativas do mercado indicam inflação menor, leve desaceleração do PIB e manutenção de cortes na taxa de juros.
Os analistas do mercado financeiro revisaram para baixo suas projeções para a inflação e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) na segunda-feira, 26 de outubro, a expectativa para a inflação recuou para 5,19% neste ano.
Essa estimativa, coletada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana anterior, acompanha um cenário desafiador, marcado pela permanência da guerra no Oriente Médio, que impacta o preço do petróleo e pode pressionar os preços dos combustíveis no Brasil.
Desde o início de 2025, o país adota um sistema de meta contínua para a inflação, fixada em 3%, com tolerância entre 1,50% e 4,50%. Dessa forma, a projeção atual ainda se encontra acima do teto da meta, indicando desafio para o controle inflacionário.
Desaceleração do crescimento econômico
O mercado financeiro também revisou a previsão de crescimento do PIB para 2026, de 1,83% para 1,80%. Esse ajuste indica uma expectativa de desaceleração da atividade econômica em comparação ao crescimento de 2,3% registrado em 2025, segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2027, a estimativa de expansão do PIB também diminuiu ligeiramente, passando de 1,32% para 1,31%.
Taxa de juros e câmbio
Em relação à política monetária, o mercado manteve a previsão de continuidade dos cortes na taxa básica de juros neste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, após cinco reduções ao longo de 2026.
Quanto à taxa de câmbio, os analistas ajustaram sua expectativa, prevendo que o dólar será cotado a R$ 5,05 ao final deste ano, abaixo da estimativa anterior de R$ 5,13. Para o fechamento de 2027, a projeção caiu de R$ 5,22 para R$ 5,15 por dólar.
Essas expectativas refletem o cenário econômico monitorado semanalmente pelo Banco Central, com base na pesquisa realizada entre diversas instituições financeiras, buscando acompanhar as tendências e ajustar as projeções para indicadores importantes da economia brasileira.

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