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Mercado eleva inflação e juros após reeleição de Lula

Boletim Focus do Banco Central indica inflação mais alta, juros maiores e crescimento econômico menor para os próximos anos.

Lula na avenida Paulista.
Lula na avenida Paulista. — Foto: Reprodução/X

O mercado financeiro revisou para cima a estimativa da inflação para 2026, elevando a projeção para 5,22%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (3). Esta pesquisa semanal ouviu mais de 100 instituições financeiras na semana passada, logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro.

Além do ajuste na inflação, os economistas do mercado também passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que anteriormente, mesmo mantendo a expectativa de que os cortes nos juros devam continuar ainda neste ano. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano após cinco cortes em 2026.

Ao mesmo tempo, as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste e nos próximos anos foram reduzidas. Para 2026, a estimativa passou de 1,80% para 1,76%, indicando uma desaceleração em relação ao crescimento de 2,3% registrado em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os anos seguintes, as projeções de crescimento do PIB também foram revistas para baixo, reduzindo de 1,31% para 1,20% para 2027 e de 1,81% para 1,80% para 2028.

O mercado financeiro ainda aumentou as expectativas para a cotação do dólar nos próximos anos, refletindo uma perspectiva mais ajustada diante do cenário político e econômico recente.

Impactos para a população e a economia

Uma inflação mais alta prejudica o poder de compra da população, especialmente das pessoas com salários mais baixos, pois os preços sobem mais rápido do que os ganhos salariais. Por outro lado, uma taxa de juros mais elevada pode encarecer o crédito e desacelerar investimentos e consumo.

O Banco Central tem como meta manter a inflação em torno de 3% ao ano, considerando uma banda de tolerância entre 1,50% e 4,50%. Portanto, a nova estimativa de inflação para 2026 está acima do teto da meta, preocupando analistas e gestores de políticas econômicas.

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